Notícia

Pesquisadores desenvolvem “nariz eletrônico” para identificar a fase de maturação de pêssegos

O novo sistema desenvolvido  classifica os frutos em imaturos, maduros ou super maduros, oportunizando ao agricultor a possibilidade de acompanhar a evolução da sua cultura remotamente

Pixabay

Fonte

UTFPR | Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Data

segunda-feira, 6 julho 2020 09:55

Áreas

Agricultura. Agronomia. Biotecnologia. Ciências Agrárias

Ao realizarem a colheita de frutas como pêssegos, os agricultores usam, além da visão e do tato, os odores exalados por ela para saberem a época da sua maturação. O problema é que em um mesmo pomar, os frutos podem maturar em épocas diferentes, o que acarretaria um prejuízo na colheita, caso ela seja feita antes do tempo. Para amenizar o problema, pesquisadores do Campus Ponta Grossa da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) desenvolveram um “nariz eletrônico”.

Segundo um dos pesquisadores do estudo, Dr. Sergio Luiz Stevan Jr., ao maturar, os pêssegos possuem um aroma particular. “No período adequado para colheita eles exalam uma combinação única de álcoois, esteres, cetonas e aldeídos, que poucos agricultores com treinamento podem detectar com perfeição”, explica o pesquisador. O sistema criado é composto de sensores de gás para compostos orgânicos voláteis específicos que são sensibilizados por amostras no ar, condicionadas para dentro do dispositivo através de um sistema de ventilação, além de sensores de temperatura e umidade do ar. Depois de aquisitadas, as amostras são digitalizadas e pré-processadas por um sistema microcontrolador.

Com o novo sistema desenvolvido, os dados pré-processados são transmitidos via Bluetooth ou USB para um computador e um algoritmo de reconhecimento classifica os frutos em imaturos, maduros ou super maduros, oportunizando ao agricultor a possibilidade de acompanhar a evolução da sua cultura remotamente. O estudo foi publicado na revista científica IEEE Sensors Journal.

“Com o monitoramento on-line das culturas, é possível a realização de análises contínuas em tempo real em um ambiente aberto e, além disso, não requer o manuseio direto da fruta”, destacou o pesquisador.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Fonte: UTFPR. Imagem: Pixabay.

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