Notícia

Nanopartículas feitas de óleos de cozinha podem combater o colesterol

Nanotecnologia pode aumentar a oferta de alimentos funcionais que ajudam no controle do colesterol

Freepik

Fonte

Unicamp| Universidade Estadual de Campinas

Data

quinta-feira, 11 junho 2020 10:30

Áreas

Biotecnologia. Ciência e Tecnologia de Alimentos. Engenharia de Alimentos. Nutrição Funcional

Os problemas cardíacos são os que mais matam no país. Dois óbitos são registrados a cada três minutos. E até o fim do ano, a Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que 400 mil pessoas sejam vítimas de problemas cardíacos no país: 18,4 milhões de brasileiros estão com altos níveis de colesterol no sangue, o que é considerado um fator de risco.

Preocupada com esses números, a startup Cognita Technology – formada por alunos e ex-alunos da Unicamp – trabalha com nanotecnologia para aumentar a oferta de alimentos funcionais que ajudam no controle do colesterol. Pensando nisso, foi desenvolvida uma nova tecnologia, já patenteada, que usa nanoestruturas lipídicas, feita de óleos convencionais, para carrear compostos bioativos em alimentos, mantendo sua estabilidade sem promover alterações indesejadas nos produtos onde são adicionados.

Esses compostos são fitoesteróis, esteróis vegetais, naturalmente presentes em alguns grãos e óleos, como por exemplo, na soja. Eles atuam como redutores do colesterol sanguíneo, pois competem com o esterol de origem animal, o colesterol, no momento da absorção. Estão presentes também, em outros alimentos de origem vegetal, mas em pequenas proporções. Desta forma, a quantidade de fitoesteróis consumida pelas pessoas ainda fica muito abaixo do recomendado para a redução dos níveis de colesterol sanguíneo.

As nanopartículas com fitoesteróis foram desenvolvidas durante a pesquisa de doutorado da Dra.Valeria da Silva Santos, química de alimentos, orientada em parceria pelas professoras Dra.Maria Helena Andrade Santana, da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) e a Dra. Ana Paula Badan Ribeiro, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), da Unicamp. O pedido de patente foi feito junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) pela Agência de Inovação Inova Unicamp que também foi responsável pela licença junto a empresa recém fundada.

A Dra. Ana Paula explica que existem dois tipos de fitoesteróis na natureza. O esterificado é ligado a uma molécula de ácido graxo e, por isso, é solúvel em óleo, já sendo usado pela indústria alimentícia em apenas uma margarina disponível comercialmente no Brasil. Já o fitoesterol livre é cerca de dez vezes mais eficaz para redução do colesterol, porém insolúvel. Quando adicionado a alimentos, os fitoesteróis livres se cristalizam, precipitam e, em geral, não são incorporados de forma eficaz.

Acesse a notícia completa na página da Unicamp.

Fonte:Ana Paula Palazi, Agência de Inovação Unicamp. Imagem: Freepik.

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