Notícia

Estudo avaliou efeito inibitório do óleo essencial de pequi sobre o crescimento de espécie de fungo

O estudo é relevante considerando-se a perda anual de toneladas de alimentos contaminados por fungos e também por bactérias, o risco que essa contaminação pode significar para a saúde humana e a importância de produtos naturais para o controle de pragas

Fernanda Santos, IFNMG

Fonte

IFNMG | Instituto Federal do Norte de Minas Gerais

Data

segunda-feira, 7 junho 2021 06:20

Áreas

Agronomia. Biotecnologia. Ciência e Tecnologia de Alimentos. Segurança Alimentar

“Avaliação do efeito inibitório do óleo essencial de pequi sobre o crescimento de Aspergillus carbonarius”, de autoria de Fernanda Stefhany Alves Santos, aluna de licenciatura em Ciências Biológicas, orientada pela professora Dra. Michelle Ferreira Terra Ematne, do IFNMG-Campus Salinas, foi o trabalho premiado em primeiro lugar no IX Seminário de Iniciação Científica (SIC) do Instituto, na área de Ciências Biológicas. O evento, realizado no mês de maio, premiou os três melhores trabalhos de cada uma das 12 áreas do conhecimento contempladas.

Para se entender a relevância do estudo, é necessário considerar a combinação de dois fatores. O primeiro deles é a perda de toneladas de alimentos, anualmente, devido à contaminação por fungos, e também por bactérias, e o risco que essa contaminação pode significar para a saúde humana, além dos prejuízos comerciais.

O outro fator, segundo as pesquisadoras, é a necessidade de se buscar meios naturais para o controle de pragas, “uma excelente opção para reduzir ou acabar com todos os tipos de prejuízos causados por essas substâncias tóxicas”, conforme destacado no trabalho. “A aplicação excessiva de químicos, como agrotóxicos, em lavouras causa sérios danos ao meio ambiente, contaminando o solo, meios hídricos, prejudicando a fauna e a flora local, além de causar problemas graves à saúde humana.”

Além disso, segundo as autoras, diante do aumento de isolados resistentes aos antifúngicos sintéticos e à pressão dos consumidores pela substituição desses produtos por opções naturais, a busca de novos antimicrobianos a partir de óleos essenciais tem se mostrado promissora. “Vários estudos têm comprovado o efeito de compostos extraídos de óleos essenciais de plantas que atuam como fungicidas naturais.”

Resultado do experimento

É nesse contexto que surge o pequi, fruto típico do Cerrado. Segundo destacado no resumo do trabalho premiado no SIC, a literatura científica tem relatado que o fruto dispõe de propriedades que acarretam efeitos antifúngicos e antibacterianos. Nos testes realizados pelas pesquisadoras do Campus Salinas, no entanto, observou-se que “o óleo essencial de pequi não apresentou atividade antifúngica sobre a cepa da espécie do gênero Aspergillus testada. Em todas as concentrações a atividade de inibição do óleo sobre o crescimento micelial foi de 0%.”

De acordo com as pesquisadoras, “como se trata do primeiro experimento utilizando óleo essencial extraído da polpa do pequi, em aparelho de Clevenger, para teste de atividade antifúngica sobre o gênero Aspergillus, esse resultado era possível, visto que não foram encontrados trabalhos que utilizaram essa metodologia e objeto de pesquisa em conjunto”. As pesquisadoras ressaltam, ainda, que esses resultados são parciais e estão sujeitos a novas análises e processos, para dados mais claros e conclusivos a respeito da atividade do óleo essencial de polpa de pequi no controle de fungos do gênero Aspergillus sp.

Acesse a notícia completa na página do IFNMG.

Fonte: IFNMG. Imagem: Fernanda Santos, IFNMG.

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