Notícia

Composto do abacate pode oferecer caminho para melhor tratamento da leucemia

Composto do abacate tem como alvo uma enzima que os cientistas identificaram pela primeira vez como sendo crítica para o crescimento das células cancerosas

Pixabay

Fonte

Universidade de Guelph

Data

sexta-feira, 30 abril 2021 14:10

Áreas

Nutrição Clínica. Saúde Pública

Um composto do abacate pode  finalmente oferecer um caminho para melhor tratamento da leucemia, concluiu novo estudo da Universidade de Guelph, no Canadá.

O composto tem como alvo uma enzima que os cientistas identificaram pela primeira vez como sendo crítica para o crescimento das células cancerosas, disse o Dr. Paul Spagnuolo, do Departamento de Ciência dos Alimentos da Universidade de Guelph.

O estudo publicado na revista científica Blood, focou a leucemia mieloide aguda (LMA), que é a forma mais devastadora de leucemia. A maioria dos casos ocorre em pessoas com idade superior a 65 anos e menos de 10 % dos pacientes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico.

As células de leucemia têm maiores quantidades de uma enzima chamada VLCAD envolvida em seu metabolismo, disse o Dr. Spagnuolo.

“A célula depende dessa via para sobreviver. Esta é a primeira vez que VLCAD foi identificado como alvo em qualquer câncer,” disse o pesquisador, explicando que o composto é um provável candidato à terapia medicamentosa.

A equipe examinou compostos nutracêuticos entre vários compostos, em busca de qualquer substância que pudesse inibir a enzima. “Veja só, o melhor era derivado do abacate”, disse o Dr. Spagnuolo.

Anteriormente, seu laboratório examinou a avocatina B, uma molécula de gordura encontrada apenas em abacates, para uso potencial na prevenção do diabetes e no controle da obesidade. Agora ele está ansioso para vê-la a ser usada em pacientes com leucemia.

“O VLCAD pode ser um bom marcador para identificar pacientes adequados para esse tipo de terapia. Também pode ser um marcador para medir a atividade da droga. Isso prepara o cenário para o eventual uso desta molécula em ensaios clínicos em humanos,” disse o Dr. Spagnuolo.

Atualmente, cerca de metade dos pacientes com mais de 65 anos com diagnóstico de LMA entra em cuidados paliativos. Outros passam por quimioterapia, mas os tratamentos com medicamentos são tóxicos e podem acabar levando os pacientes a óbito.

“Tem havido um esforço para encontrar drogas menos tóxicas que possam ser usadas,” disse o pesquisador.

Referindo-se ao trabalho anterior usando a avocatina B para diabetes, o Dr. Spagnuolo disse: “Concluímos um estudo em humanos com isso como um suplemento oral e fomos capazes de mostrar que quantidades apreciáveis ​​são razoavelmente bem toleradas”.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Guelph (em inglês).

Fonte: Universidade de Guelph. Imagem: Pixabay.

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