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Alimentação saudável é uma das principais formas de prevenir o diabetes

Hábitos alimentares interferem diretamente tanto na prevenção e no desenvolvimento quanto no tratamento do diabetes

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Fonte

PUC-RS | Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Data

quarta-feira, 1 julho 2020 10:05

Áreas

Nutrição Clínica. Saúde Pública

Dados do Atlas do Diabetes apontam que o número de diabéticos no mundo pode chegar a 578 milhões em 2030. Essa estimativa representa um aumento de 115 milhões de pessoas com diabetes nos próximos dez anos.

Caracterizado pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, o diabetes pode elevar as taxas de glicemia (concentração de açúcar no sangue), causando inflamações nos vasos sanguíneos do corpo e problemas em órgãos como o coração e os rins. Pessoas diabéticas também podem apresentar maior risco de complicações em caso de contaminação pela COVID-19, já que a tempestade inflamatória provocada pelo vírus pode ser intensificada pelo diabetes. “A glicose alta é tóxica para as células, que liberam mais citocinas inflamatórias e interleucinas. Esse quadro é muito ruim durante um processo infeccioso ou inflamatório, como o que ocorre pelo novo coronavírus. Um paciente que tenha o diabetes descompensado pode ter uma evolução extremamente grave da COVID-19”, explica a endocrinologista e especialista em Medicina Interna Patrícia Santafé, médica do Hospital São Lucas da PUCRS (HSL).

Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2019 houve aumento de 34,5% nos casos de diabetes no país. A doença atingiu 7,4% da população brasileira no ano passado, sendo uma das doenças crônicas mais incidentes. De acordo com a nutricionista Dra. Carla Piovesan, professora do curso de Nutrição da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUC-RS, os hábitos alimentares interferem diretamente tanto na prevenção e no desenvolvimento quanto no tratamento do diabetes. “O consumo alimentar característico de um estilo de vida corrido e sedentário tem contribuído para o aumento do número de pessoas diabéticas, inclusive jovens e crianças. O excesso de açúcar, decorrente de uma má alimentação, sobrecarrega e diminui a ação da insulina (hormônio responsável por manter os níveis de glicose normais) acelera o desenvolvimento de diabetes naqueles com predisposição genética”, destaca a nutricionista.

A ação do cérebro na alimentação

Apesar de o tratamento adequado permitir que pessoas diabéticas convivam com a doença de forma controlada, o diabetes não possui cura. A endocrinologista Patrícia explica que os mecanismos de equilíbrio da glicose são extremamente complexos e que antes mesmo de comermos algo, já há a tendência de produção de alguns hormônios no cérebro, como a insulina. Ela também destaca que quando nos alimentamos existe um pulso maior de insulina e a manutenção do hormônio nos períodos entre as refeições. “Todo esse processo envolve o cérebro, pâncreas, secreção de substâncias no intestino e o equilíbrio da necessidade de consumo e reserva de energia. Esse sistema está relacionado não só com a insulina, mas com todos os outros mecanismos e hormônios contra-regulatórios que vão fazer com que exista o controle da glicose, conforme a alimentação e o nosso sono. Por isso é tão difícil encontrar uma cura específica para o diabetes”, aponta a endocrinologista do HSL.

A médica ainda ressalta que o contexto provocado pela pandemia de COVID-19 exige ampliação na atenção com a saúde e cuidados com a alimentação. “Se deixarmos de nos preocupar em manter uma rotina adequada durante esse período de pandemia, com uma alimentação saudável e praticando exercícios, esse tempo pode representar no futuro de cada um de nós um aumento no risco de desenvolvimento de doenças metabólicas como diabetes, doença cardiovascular e doenças ósseas”, afirma Patrícia.

A professora Carla Piovesan também afirma que dar atenção ao que comemos e como comemos é um pilar imprescindível na nossa saúde, seja para tratar o diabetes, prevenir ou garantir a saúde neste momento de pandemia. A professora ainda aponta que o contexto atual é propenso para o surgimento de ações que desregulam a alimentação, como o comer emocional. “Estamos vivendo um momento ímpar, não fomos preparados para lidar com essa situação tão estressante e ansiogênica. A reposta ao estresse relacionada com a comida é um mecanismo cerebral muito primitivo. É esperado que o ‘comer emocional’ ou a ‘fome emocional’ apareça durante a pandemia. Isto é, não buscar a comida por fome, buscar levado por alguma emoção. Medo, ansiedade, tristeza, raiva, tédio são as mais frequentes”, comentou a especialista.

Acesse a notícia completa na página da PUC-RS.

Fonte: PUC-RS.  Imagem: Freepik.

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