Produção Consciente

Trilhando os melhores acessos aos recursos florestais

UFSJ desenvolve geotecnologia para coleta de castanha e outros produtos da Amazônia. Iniciativa contribui para produtividade, condições de trabalho, conservação e manejo sustentável

Wikimedia Commons

Fonte

UFSJ | Universidade Federal de São João Del Rei

Data

21 abril 2018

Áreas

Agricultura, Agronegócio

Na exploração e manejo de recursos florestais naturais, o uso da tecnologia costuma ser reduzido. O resultado, geralmente, é um gasto elevado de tempo, esforço e energia. A UFSJ, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e com pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental (AM), desenvolveu uma metodologia que tem como objetivo superar esses obstáculos.

A solução é focada, principalmente, em técnicos extensionistas que possuam algum conhecimento em sistemas de informações geográficas. A intenção é que esses multiplicadores descubram as melhores trilhas que dão acesso aos produtos florestais, levando em conta a inclinação do terreno, presença de rios, localização das árvores mais produtivas, entre outros fatores. O passo seguinte é compartilhar essas informações com as comunidades extrativistas e auxiliar no processo de extração.

Inicialmente a metodologia foi pensada para ajudar os coletores de castanha-do-brasil, mas pode ser utilizada no trabalho com outros produtos extrativistas, principalmente os que interferem diretamente na economia das populações tradicionais da Amazônia. Os cientistas procuram ainda melhorar a produtividade e as condições de trabalho dos agroextrativistas. A iniciativa contribui também para a conservação e o manejo sustentável das florestas nativas, redefinindo trilhas de castanhais que já são explorados, mas também, elaborando traçados de novas áreas de coleta. O próximo passo é desenvolver uma metodologia que identifique a área por meio de drones.

O desenvolvimento da técnica começou a convite da Embrapa, como explica o professor da UFSJ Gustavo Eduardo Marcatti, doutor em Ciência Florestal: “o contato foi iniciado quando eu ainda cursava doutorado na Universidade Federal de Viçosa (UFV), mas a parceria continua até então, inclusive com a submissão de novos projetos para agências financiadoras. A metodologia foi inicialmente desenvolvida pelo meu orientador de doutorado, o professor Carlos Antonio Alvares Soares Ribeiro, e eu.”

A metodologia está disponível gratuitamente na página da Embrapa (veja aqui) e é possível conhecer os procedimentos para se utilizar a tecnologia e também acessar os dados utilizados.

 

Fonte: Ascom, UFSJ  Imagem: Wikimedia Commons

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