Notícia

Suplementação de micronutrientes em pó pode reduzir a deficiência de vitamina E em crianças

Estudo avaliou o impacto da suplementação de micronutrientes em pó e identificou a redução de 82% da deficiência da vitamina em crianças de 6 a 15 meses de idade

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Fonte

UFG | Universidade Federal de Goiás

Data

sexta-feira, 26 junho 2020 11:40

Áreas

Nutrição Clínica. Nutrição Funcional. Saúde Pública

Encontrada especialmente em óleos vegetais, nozes e sementes, a vitamina E não é muito consumida nos primeiros anos de vida. Pensando nisso, pesquisa da Faculdade de Nutrição (Fanut) da Universidade Federal de Goiás (UFG) avaliou o impacto da suplementação de micronutrientes em pó e identificou a redução de 82% da deficiência da vitamina em crianças de 6 a 15 meses de idade. Também constatou que as crianças tiveram melhor crescimento linear e apresentaram uma menor frequência de casos de tosse e chiado. O estudo foi publicado na revista científica Nutrients.

Foram avaliadas 224 crianças de Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Goiânia, sendo 117 crianças no grupo controle (com idades de 11 a 15 meses) e 107 no grupo intervenção (com idades de seis a nove meses). As crianças do grupo de intervenção consumiram, durante o período de dois a três meses, sachês contendo uma formulação de 15 micronutrientes, entre eles, a vitamina E, e foram acompanhadas durante quatro a seis meses, sendo avaliadas seis meses após o início da intervenção.

De acordo com o estudo, a formulação com micronutrientes em pó promoveu o aumento na concentração de vitamina E e a redução de 82% da sua deficiência nas crianças avaliadas, em comparação com as do grupo de controle. As crianças também apresentaram maiores índices de comprimento por idade e menor frequência de casos de tosse e chiado. “A importância da fortificação caseira na prevenção de deficiência de vitamina E e auxílio no crescimento da criança foram evidenciados pelos resultados deste estudo”, afirma Lina Monteiro de Castro Lobo, autora da pesquisa, orientada pela professora da Fanut e colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Dra. Maria Claret Costa Monteiro Hadler.

Parte do Estudo Nacional de Fortificação da Alimentação Complementar (Enfac), que envolveu quatro cidades brasileiras – Goiânia (GO), Rio Branco (AC), Olinda (PE) e Porto Alegre(RS) -, a pesquisa foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em conjunto com o Ministério da Saúde.

Deficiência nutricional

As baixas concentrações de vitamina E podem ocasionar danos à saúde tornando as crianças mais suscetíveis aos quadros infecciosos e à baixa estatura, explica o estudo. A partir dos dados do Estudo Nacional de Fortificação da Alimentação Complementar, citados pela pesquisa, foram encontrados 61,5% de insuficiência de vitamina E em crianças brasileiras de 6 a 14 meses. Já em Goiânia o índice foi de 82%.

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da UFG.

Fonte: Secom, UFG.  Imagem: Freepik.

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