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Como melhorar o índice de desperdício de alimentos?

Resultados da pesquisa apontam que há uma perda média de hortaliças em 28%, enquanto a perdas média das frutas está em 23,8%

Pixabay

Fonte

ESALQ - USP |  Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - Universidade de São Paulo

Data

quarta-feira, 1 dezembro 2021 14:20

Áreas

Agricultura. Agronomia. Nutrição Coletividades

Em 2015, a FAO informou que 45% das frutas e vegetais eram perdidos ou desperdiçados ao longo da cadeia de oferta do produto. Em Piracicaba, no entanto, a preocupação da cadeia varejista tem refletido em índices abaixo dos indicados pela FAO, mas ainda há espaço para melhoras.

Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) identificou o perfil dos estabelecimentos revendedores de hortaliças e frutas no município afim de definir o perfil e as características das perdas de hortaliças e frutas e caracterizar os métodos de conservação dos produtos utilizados pelos estabelecimentos.

A coleta de dados ocorreu a partir da aplicação de questionários nos estabelecimentos revendedores de hortifrútis. “Entrevistamos profissionais de supermercados, varejões, hortas, atacados e feiras municipais”, conta o economista Dr. Paulo Segato Pedroso, autor da tese defendida no programa de pós-graduação em Economia Aplicada.

Os resultados apontam que há uma perda média de hortaliças em 28%, enquanto a perdas média das frutas está em 23,8%. Segundo os entrevistados, as condições de transporte estão adequadas, tendo em vista que os estabelecimentos recebem pouquíssimos produtos sem condição de ir para a venda. “O aspecto do transporte é interessante já que a literatura sempre apontou o transporte como um problema que contribuí para as perdas”, aponta o pesquisador, que teve orientação do professor Dr. Carlos Eduardo de Freitas Vian, do departamento de Economia, Administração e Sociologia.

Aparência e calor

As verduras foram os produtos que apresentaram as maiores perdas, enquanto os legumes são menos afetados. Segundo o Dr. Pedroso, as características físicas do produto e o calor justificam esse dado. “A aparência do produto é vital para a grandeza das perdas, já que, segundo os estabelecimentos entrevistados, os consumidores associam sabor com aparência. Além disso, o calor excessivo foi apontado por 69% dos estabelecimentos como fator que contribui para as perdas, mostrando a importância de equipamentos de refrigeração e métodos de conservação de um dia para combater as perdas”.

Tecnologia

Os estabelecimentos se mostraram atentos ao problema das perdas e desperdícios de alimentos, uma vez que 95% dos entrevistados responderam que é muito importante combater as perdas e os desperdícios de alimentos, e ainda 90% responderam que possuem alguma ação contra as perdas. Umas das ações já colocadas em prática, segundo o autor do trabalho é o emprego das redes sociais afim de agilizar o escoamento dos produtos que ainda preservam os aspectos físicos na prateleira. “O uso de redes sociais tem se mostrado vantajoso para comerciantes e consumidores. Agora na pandemia, a comunicação direta via aplicativos de mensagens e o anúncio de promoções tem aproximado estabelecimentos da clientela, auxiliado nas vendas a partir de promoções diárias, diminuindo as perdas e dando ao consumidor ofertas diárias”.

Os resultados animam o pesquisador, que considera haver margem para melhorar os índices de desperdício na cidade. “Uma vez que essa conscientização já existe por parte dos revendedores, há espaço para pesquisas futuras contribuírem para a diminuição das perdas de frutas e hortaliças na cidade de Piracicaba. Manter a comunicação rápida com o consumidor e investir ainda mais em equipamentos de refrigeração e métodos de conservação de um dia contribuirão com esse processo”.

Acesse a notícia na página da Esalq-USP.

Fonte: Caio Albuquerque , Esalq-USP. Imagem: Pixabay.

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