Destaque

Pesquisa aplica forma sustentável na criação de tambaqui e aponta alternativa para otimizar uso de ração

Fonte

FAPEAM | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas

Data

segunda-feira, 13 março 2023 06:05

A possibilidade de obter tambaquis de forma sustentável e profissional com qualidade para o consumidor amazonense e, propiciar ao produtor alternativas para otimizar o uso da ração, gerando economia e redução dos custos, foram táticas usadas em um estudo desenvolvido apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O projeto “Estratégias de manejo alimentar e monitoramento da qualidade da água visando a redução dos custos da produção do tambaqui no estado do Amazonas” foi coordenado pelo pesquisador Dr. Jony Koji Dairiki, da Embrapa Amazônia Ocidental, e constatou, no âmbito científico e econômico, a possibilidade de recomendar o uso de estratégias alimentares para promover a economia no fornecimento de ração, contribuindo significativamente na diminuição do custo de produção do tambaqui, tornando-o competitivo para o mercado.

A pesquisa também certificou sobre a possibilidade de manter a qualidade de água da criação, por meio do uso otimizado da ração, evitando sobras que impactam a qualidade da água. E no âmbito social, a possibilidade de repassar estas técnicas aos agentes multiplicadores, como estudantes, técnicos e piscicultores.

Entre os benefícios aos piscicultores do estado, o coordenador destacou a pronta adoção das estratégias alimentares pelos piscicultores, pois se tratam de técnicas simples, que podem ser ajustadas ao cotidiano do produtor, além da economia do fornecimento da ração com a manutenção da qualidade da água de criação do tambaqui.

O Dr. Jony Dairiki observa que, as estratégias usadas durante o estudo para o manejo alimentar e monitoramento da qualidade da água, para a redução de custos de produção do pescado, estão na diminuição da frequência alimentar dos juvenis de tambaqui com uma só alimentação diária, resultando na redução de custos por meio da economia do uso da mão de obra.

“Normalmente, para esta fase de crescimento, são utilizadas até quatro alimentações diárias, o que onera o produtor. Outra estratégia é o uso da restrição alimentar, ou seja, manter juvenis e animais destinados a engorda em jejum, neste caso, manter os tambaquis em ambas as fases por um dia de restrição alimentar não prejudicou o desempenho zootécnico e propiciou uma economia no fornecimento de ração de 26,4%, especialmente para juvenis de tambaqui, completou o pesquisador.

Acesse a notícia completa na página da FAPEAM.

Fonte: Valdete Araújo, Decon Fapeam.

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