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Horizontes da gastronomia aproximam culturas à mesa
Evento juntou algumas dezenas de estudantes para uma tarde de diferentes culturas e sabores. Os participantes experimentaram o preparo de pratos do Brasil, China, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.
Já com as placas ligadas e os ingredientes em cima das mesas, não durou muito até à Cafetaria do Museu da Ciência se encher de vários cheiros e sons. Se num lado se preparava arroz, feijão e farofa, para uma típica feijoada brasileira, do outro era a banana-pão que se juntava a bacalhau para uma receita de São Tomé e Príncipe. A tarde foi preenchida por gastronomias de várias partes do mundo, numa iniciativa que pretendia juntar pessoas e culturas à mesa.
O gosto pela cozinha é transversal a todos os que decidiram ter uma tarde diferente, na iniciativa Novos Horizontes da Gastronomia. Organizada pela Secção de Gastronomia da Associação Académica de Coimbra, no âmbito da Semana Cultural da Universidade de Coimbra, o evento contou com a parceria do Conselho Internacional, através de várias associações de estudantes e o Instituto Confúcio da UC.
“O facto de podermos estar, não só em contacto com várias comidas, mas com a explicação” de como fazer determinada receita, ou o poder fazê-la em conjunto, “e a oportunidade de comer também”, são características fundamentais para o sucesso do workshop, garante Rita Melo. A participante considera o evento “interessante, não só pela imensa diversidade”, garantindo que não são “só as receitas em si, mas a maneira como cozinham, os ingredientes, alguns que não usamos tanto, ou as técnicas, como quando pôr um certo óleo ou o gengibre”.
Pedro Lima sempre gostou de cozinhar e foi também por isso que se inscreveu. O participante destaca “a diferença a nível de temperos das várias culturas”, como o picante de São Tomé e Príncipe ou o uso de manteiga de amendoim da Guiné-Bissau, como o “mais interessante”. Para o estudante, é fascinante “a dinâmica de ver as diferenças gastronomicas entre as várias culturas”.
Na estação do Brasil, Cecília Weber espera que, para além de aprender a fazer e a provar, os participantes saiam da iniciativa também a “conhecer a história da feijoada, que também é muito importante para a história do país”. Ao juntar várias receitas de vários pontos do Brasil, Cecília Weber acredita que “a comida é passada como forma de história, uma forma de contar a história do país”.
Ao lado, na estação da Guiné-Bissau, a receita é “caldo de mancarra”. Ntassa Vieira explica que o caldo é feito com manteiga de amendoim, que se vai amassando com água quente, se escoa e ferve. Podendo levar peixe ou carne, na Cafetaria do Museu da Ciência foi feito com frango para que “os participantes comam e degustem”. Ntassa Vieira conta que adora cozinhar e a atividade é “uma forma de mostrar a minha cultura e a minha comida para o mundo”.
A gastronomia representa um importante elemento de diferenciação social, em particular num contexto multicultural como é o da UC, frequentada por milhares de estudantes internacionais. As práticas alimentares podem tornar-se um valioso elemento na educação, na integração sociocultural, na inclusão. Esta atividade pretende, através de momentos que aliem educação, multiculturalidade e formação gastronomica, aproximar horizontes na comunidade da UC.
Acesse a notícia completa na página da Universidade de Coimbra.
Fonte: Marta Costa, Karine Paniza, Universidade de Coimbra.
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