Destaque
FGV certifica tecnologia da Epagri como ferramenta para redução de riscos climáticos na agricultura familiar
Fonte
Epagri | Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina
Data
segunda-feira, 27 junho 2022 16:40
O Extensionista Marcelo Zanella, da Gerência Regional da Epagri em Florianópolis receberá certificado pela experiência catarinense com o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH). O evento faz parte do projeto Cinturão + Verde – Agricultura periurbana, mudança do clima e abastecimento de grandes centros urbanos, desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O SPDH foi uma das sete experiências selecionadas em todo o Brasil pela FGV, em chamada pública para identificação de soluções que contribuam para a redução de riscos e vulnerabilidades climáticas de agricultores familiares, com potencial de escala e replicabilidade.
Sobre o SPDH
O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) foi desenvolvido pela Epagri para transição da agricultura convencional para a agroecológica. A tecnologia, que hoje está difundida por 4 mil hectares de Santa Catarina, permite reduzir o uso de agrotóxicos e adubos altamente solúveis até eliminá-los das lavouras.
As pesquisas da Epagri na área iniciaram em 1998. A meta da Empresa é que toda a olericultura catarinense seja conduzida nesse sistema até 2030.
O segredo do SPDH é promover a saúde da lavoura com práticas voltadas para o conforto das plantas. Isso significa reduzir o estresse relacionado a fatores como temperatura, umidade, salinidade e PH do solo, luminosidade e ataque de pragas e doenças. “Na nutrição da planta, é preciso seguir as taxas diárias de absorção de nutrientes ajustadas às reservas nutricionais do solo, aos sinais apresentados pelas plantas e às condições ambientais”, disse Marcelo Zanella, engenheiro-agrônomo da Epagri. Se a planta fica mais resistente, exige menos insumos para se desenvolver de forma adequada.
Práticas conservacionistas
O sistema prevê uma série de práticas conservacionistas. A principal é a proteção permanente do solo com palhada, utilizando plantas de cobertura para formar biomassa. Além dessas plantas, conhecidas como adubos verdes, são mantidos na área de plantio os restos vegetais de culturas anteriores. Cada hectare de horta precisa de, pelo menos, 10 toneladas de palha por ano. O revolvimento do solo é restrito à linha de plantio e, nessa área, o olericultor deve praticar rotação de culturas.
Acesse a notícia completa na página da Epagri.
Fonte: Gisele Dias, Epagri.
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