Safra
Pitaia
Descrição
As pitaias pertencem as famílias das cactáceas dos gêneros Hylocereus e Selenicereus, nativas da América Central e México e as espécies mais conhecidas são:
- a pitaia amarela ou colombiana, que possui a casca amarela, com espinhos e polpa branca
- a pitaia vermelha cujos frutos podem possuir casca vermelha e polpa branca ou polpa vermelha.
Nos países do Oriente como China, Vietnã, Malásia, Japão esta fruta é conhecida como dragon fruit.
A pitaia apresenta rápido retorno econômico iniciando a produção já no 1º ano após o plantio e, devido ao seu metabolismo adaptativo a condições onde a água é fator limitante, seu cultivo pode ser indicado para área onde não seria possível o cultivo de outras fruteiras, que necessitam maior quantidade de água. (Ufla)
A polpa da pitaia é delicada, suculenta, com inúmeras sementes escuras comestíveis de, aproximadamente, 3 mm de diâmetro. Apresenta paladar doce e consistência gelatinosa quando madura.
Valor Nutricional
A fruta é considerada altamente nutritiva, com alto teor de água, minerais e açúcares, compostos antioxidantes e de baixo valor calórico. A pitaia vermelha é rica em potássio, fibras e antioxidantes (UnB)
A casca da pitaia é uma grande fonte de pectinas, betacianinas (cerca de 150 mg/100g de massa seca) e fibras, podendo ser aproveitada como fonte desses produtos. Dentre os carboidratos encontrados nas pitaias, a maior parte é glucose, frutose e alguns oligossacarídeos (em média 87 g/kg de polpa). Os oligossacarídeos apresentam atividade pré-biótica, além de outras propriedades funcionais, incluindo resistência às condições ácidas do estômago humano e capacidade de estimular o crescimento de lactobacilos. Dessa forma, a pitaia é uma fonte potencial de pré- bióticos, podendo ser utilizada como ingrediente em comida funcional, suplementos alimentícios, em produtos nutracêuticos, e em uma ampla variedade de produtos alimentícios projetados para indivíduos com sobrepeso, produtos de prevenção de diabetes e produtos pré-bióticos (Unesp)
Propriedades Funcionais
A planta apresenta grande importância na farmacopeia popular. O talo moído e dissolvido em água foi utilizado por muito tempo na medicina popular pelas populações pré-hispânicas, principalmente para curar enfermidades dos rins e problemas gastrointestinais como gastrite, além de ser usado como shampoo para combater a caspa. Estudos realizados em ratos diabéticos mostram que a aplicação tópica de extrato obtido a partir das flores e dos cladódios é útil no auxílio à cicatrização de feridas, antecipando este processo (Unesp)
Esta fruta apresenta elevado potencial funcional relativo a pigmentos como betacianinas e betaxantinas, que estão envolvidas em processos de prevenção do câncer por possuírem atividade antioxidante, intervindo principalmente na prevenção do melanoma, tipo maligno de câncer de pele, que possui elevada probabilidade de metástases para outros órgãos (Unb)
Estudos realizados com pitaya têm relatado suas propriedades funcionais, auxiliando na redução do risco de doenças crônicas. Na polpa, foi identificada a presença de antioxidantes, tais como flavonoides e betalaínas, e oligossacarídeos com propriedades prebióticas. A casca também apresenta compostos antioxidantes, especialmente as betalaínas, suas sementes são ricas em ácidos graxos essenciais e fitoesteróis. Diversos estudos recentes têm comprovado os efeitos plurifarmacológicos dos compostos antioxidantes (bactericida, antiviral, antialérgico, antitrombótico, anti-inflamatório, anticarcinogênico, hepatoprotetor, vasodilatador), despertando grande interesse principalmente por sua alta prevalência nas dietas, já que são compostos onipresentes nos vegetais (UnB)
O óleo de semente de pitaia tem níuvel elevado de lipídeos funcionais e pode ser utilizado como uma nova fonte de óleo essencial. As sementes são ricas em ácido linoléico, comparativamente mais que a linhaça e canola ( (Ufla)
Uso Culinário
As flores de pitaya podem ser consumidas cruas ou cozidas. No sul da China, as flores de H. undatus são consumidas como verduras, cozidas com carne de porco e, nessa região, conhecidas como ‘‘Bawanghua’’. Os frutos, são consumidos na forma de fruta fresca e polpa, ou ainda na forma de geleias, doces, bebidas e sorvetes (Unesp), assim como em vinhos e saladas.
Uso Agroindustrial
- Na indústria farmacêutica é utilizada como tônico cardíaco regulador da pressão arterial, em função da presença da substância captina no fruto, que ajuda a combater doenças relacionadas aos brônquios, possui propriedades curativas e proteção contra úlceras e acidez estomacal (Ufla)
- Da casca se extrai um látex que limpa e hidrata a pele, prevenindo o envelhecimento, tendo portanto aplicações na indústria de cosméticos (Ufla)
- Na indústria alimentícia: Os frutos de pitaya apresentam grande quantidade de betalaínas, pigmentos considerados como alternativa ao uso de corantes artificiais nos alimentos uma vez que apresentam estabilidade em pH de 3 a 7. Os frutos de pitaya de polpa roxa o apresentam em maior quantidade, uma vez que não são encontrados somente na casca, mas também na polpa (Unesp)
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