Notícia

Os impactos do novo coronavírus na agricultura familiar

A pesquisa investiga a influência do novo coronavírus na logística alimentar de algumas regiões do Rio Grande do Sul, ou seja, como está o acesso da população aos alimentos com as limitações do comércio

Wikimedia Commons

Fonte

UFRGS | Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Data

sexta-feira, 22 maio 2020 15:30

Áreas

Agricultura. Agronomia. Ciências Agrárias

Um estudo desenvolvido com a colaboração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) investiga a influência do novo coronavírus na logística alimentar de algumas regiões do Rio Grande do Sul. A ideia principal é checar como está o sistema agroalimentar local em meio aos impactos da pandemia de COVID-19 — ou seja, como está o acesso da população aos alimentos com as limitações do comércio. Em meio a esse contexto, organizações internacionais já alertaram sobre o possível agravamento da fome e a dificuldade de escoar a produção.

A pesquisa é coordenada pela Dra. Potira Preiss, integrante do Grupo de Estudos em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural da UFRGS (Gepad) e pesquisadora de pós-doutorado do Programa de Pós-Graduação e Desenvolvimento Regional da Universidade de Santa Cruz do Sul (PPGDR/Unisc). O estudo está em fase de coleta de dados e ocorre principalmente nos canais de comercialização curta, em que o agricultor é o próprio comerciante ou há poucos intermediários até a venda ao consumidor — como feiras, sistemas de consumo cooperativo e sistemas de entrega domiciliar (como e-commerce ou lojas especializadas).

O objetivo é investigar os impactos da pandemia no funcionamento de cada canal, para que se entenda como a COVID-19 provoca a necessidade de mudanças na comercialização dos produtos. De acordo com a coordenadora do estudo, essas alterações têm influência na renda dos trabalhadores rurais e, consequentemente, no acesso da população aos alimentos. Além disso, segundo ela, a pesquisa possibilita que se identifique em quais locais já há registro de agricultores infectados com o novo coronavírus e que organizações estão auxiliando os produtores a se adaptar a esse novo contexto.

As informações são obtidas por meio de entrevistas com os responsáveis pelos canais (gestores de feiras, administradores, presidentes de cooperativas, coordenadores de grupos de consumo, etc) via telefone ou WhatsApp. O grupo de pesquisa também disponibilizou um formulário virtual na plataforma Google Forms para coletar mais dados.

A Dra. Potira relata que o estudo começou de forma despretensiosa. No início de abril, quando finalizava seu pós-doutorado na UNISC, a pesquisadora buscava dados mais claros sobre as alterações que a pandemia provoca na agricultura familiar. A ideia era coletar essas informações em Porto Alegre e Santa Cruz do Sul, cidades onde atua. No entanto, professores com quem ela trabalha em outros projetos decidiram participar da investigação: “O professor Dr. Gustavo Pinto, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), resolveu também recolher dados em Santa Maria e região, e a professora Dra. Cidonea Deponti começou a coletar informações em Montenegro e Vale do Caí; então a pesquisa foi se expandindo. Isso nos permite um alcance maior para dar conta das diferentes cidades do estado” . Os resultados que o estudo procura gerar despertaram também o interesse e a colaboração de organizações que têm atuado nas questões alimentares durante a pandemia, como o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS (CONSEA-RS), o Comitê Gaúcho de Emergência no Combate à Fome, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (EMATER RS) e a Rede CSA Brasil.

Percepções iniciais

Apesar de a pesquisa ter apenas um mês, Potira nota algumas recorrências nas informações levantadas. A maioria das feiras permanece funcionando, com medidas de segurança e diminuição de movimento – o que reduz também a renda dos agricultores. Por outro lado, os estabelecimentos que fazem entrega domiciliar ou em pontos de retirada, como os coletivos de consumo organizado, têm tido uma demanda muito maior.

Acesse a notícia completa na página da UFRGS.

Fonte: Thiago Sória, UFRGS.  Imagem: Wikimedia Commons.

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