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Universidade de Viçosa: Professor fala sobre o uso de álcool gel
Para evitar a transmissão e a contaminação pelo novo coronavírus, muitas pessoas incluíram o álcool em gel na rotina de limpeza das mãos. O uso é orientado pelo Ministério da Saúde como complemento à higienização frequente com água e sabão. Porém, é preciso ter cuidado com algumas características e com a qualidade do produto, além das notícias falsas (fake news) que envolvem o mesmo.
De acordo com o Dr. Brenno Leite, químico e professor do Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas da UFV-Florestal, tanto o álcool líquido quanto o álcool em gel são considerados antissépticos. A substância em gel, porém, gera menos riscos de acidentes e tem uma textura que facilita o manuseio. Sabendo disso, segundo ele, é importante prestar atenção no teor alcoólico – porcentagem de álcool – contido nas soluções vendidas no mercado.
Quanto maior é a porcentagem de álcool, maior é a volatilidade da solução – ou seja: maior é a facilidade ou rapidez para passar do estado líquido para o gasoso. O que acontece, no cenário da doença, é que a solução precisa ter contato com o vírus por um tempo suficiente para esterilizá-lo. “Com uma grande quantidade de álcool, como 90 ou 99%, a solução volatiliza muito rápido e não dá tempo para a realização da assepsia. Diminui o tempo de contato do álcool com o patógeno”, explica o Dr. Brenno.
As soluções com teor alcoólico entre 60 e 70% são as mais indicadas pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde porque “apresentam melhor eficácia do álcool etílico contra microrganismos patogênicos”.
Recomendações
De qualquer maneira, o Dr. Brenno lembra que o procedimento principal para a prevenção da Covid-19 e de muitas outras doenças infecciosas é lavar as mãos com água e sabão. Portanto, como o Ministério da Saúde orienta, o ideal é que o álcool em gel seja usado como um complemento ou quando não for possível lavar as mãos.
Acesse a notícia completa na página da Universidade de Viçosa.
Fonte: Universidade de Viçosa.
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