Destaque

UFMA: Processo e história da fermentação alimentícia são abordados no Congresso Brasileiro de Química

Fonte

UFMA | Universidade Federal do maranhão

Data

segunda-feira, 12 novembro 2018 11:20

O Centro Pedagógico Paulo Freire da Cidade Universitária sediou mais uma palestra do 58° Congresso Brasileiro de Química (CBQ) na manhã de sexta-feira, 9. Conduzida pela professora Dra. Adriana Crispim, do Campus de Imperatriz, a palestra “Processo de Fermentação e os Benefícios dos Alimentos Fermentados” abordou os diversos processos fermentativos na produção alimentícia.

A docente, que ministra a disciplina “Tecnologias das Fermentações e Enzimologia” no curso de Engenharia de Alimentos, explicou a história da fermentação em processos artesanais e industriais e expôs tendências de mercado, além dos benefícios desses produtos ao organismo e à saúde dos seus consumidores.

Trajetória

Adriana explicou que o processo de fermentação artesanal é muito antigo e foi descoberto acidentalmente. Com essa afirmação, a docente fez um gancho para expor ao público algumas ferramentas que eram utilizadas antigamente para a produção da cerveja, como os vasos jívaro e guarani. “Esses vasos eram feitos de argila e possuíam diversos tamanhos: os maiores tinham um formato mais cônico, favorecendo a sedimentação da biomassa e facilitando a retirada do líquido processado para a parte superior do recipiente. Já os vasos menores eram destinados ao consumo do líquido”, explicou.

A partir daí, os processos de fermentação alimentícia foram os mais diversos possíveis até a Revolução Industrial (século XVIII): nesse período surgiram várias técnicas que ajudam a conservar os alimentos até hoje, como a refrigeração, em 1860; a pasteurização, de 1876; e até mesmo a tampinha de metal, de 1892. “A nossa alimentação foi toda modificada a partir desse período, pois o ser humano deixa de produzir alimento diariamente para estocar, criando a ideia de que o alimento deve ser estéril, filtrado e com maior duração”, disse.

Tendências

A Dra.Adriana mostrou ao público que a fermentação alimentícia é um processo presente em diversos alimentos consumidos na dieta das pessoas que pretendem manter uma alimentação mais saudável. O iogurte e os leites fermentados apresentam maior digestibilidade do que o leite comum, por exemplo, em que 90% desses alimentos são consumidos durante a primeira hora de seu consumo. Já o leite comum, durante esse período, possui porcentagem de consumo de apenas 30%”, comentou.

Acesse a notícia completa na página da UFMA.

Fonte: Rodrigo Bomfim, UFMA. Imagem: Pixabay.

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