Destaque

Ufal: nota técnica alerta sobre a qualidade de pescado

Fonte

UFAL | Universidade Federal de Alagoas

Data

sexta-feira, 23 julho 2021 08:40

O consumo de pescado tem entrado num debate recente sobre a segurança alimentar. Depois de relatos sobre intoxicações no Brasil, um grupo de pesquisadores divulgou uma nota técnica para discutir o tema das toxinas presentes no pescado. A professora Dra. Juliett Xavier do curso de Engenharia de Pesca da Ufal, participou da revisão bibliográfica que resultou no documento.

“Apesar de ser uma importante fonte de macro e micro nutrientes, está entre as categorias alimentares que podem provocar intoxicações e infecções, pois os organismos aquáticos são seres que possuem uma alta capacidade de incorporar e ou biotransformar, tanto micro nutrientes, como vitaminas, minerais e vários bioativos, quanto agentes tóxicos e ou alergênicos, que podem estar presentes na água”, ressalta a nota.

Além da Dra.  Juliett, a nota técnica é assinado pelo professor Dr. Ranilson Bezerra, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); o pós-doutorando, Dr. Caio de Assis, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); e a pesquisadora Dra. Beatriz Mesquita, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

Os últimos registros de problemas após o consumo de pescado, no mês de junho desse ano, em Goiás, e anteriormente nos estados de Pernambuco e Bahia, a síndrome de Haff, conhecida como ‘doença da urina preta’, foi associada à ingestão dos peixes arabaiana, tilápia e salmão.

“A síndrome de Haff apresenta como sintomas principais dores musculares torácicas não relacionadas à atividade física, dores abdominais e estomacais, além da rabdomiólise que ocorre pela ruptura das células musculares estriadas, liberando a proteína mioglobina, a qual se acumula e obstrui os túbulos renais, causando urina escura e falência renal aguda”, explica a nota técnica dos pesquisadores.

A Dra. Juliett acrescenta que a ausência de febre e sinais de infecções sugerem que a doença de Haff seja causada por uma toxina produzida e bioacumulável na cadeia alimentar de ambos os ambientes aquáticos. “A observação dessa toxina é rara, ela é termoestável, e prevalece no verão”, salienta.

Uma revisão bibliográfica completa foi feita pelo grupo para contextualizar o assunto e detalhar esta e outras doenças causadas por biotoxinas aquáticas, suas características e informações adicionais, a exemplo de animal envolvido, sintomas, período de incubação e tratamento.

Acesse a nota técnica completa.

Acesse a notícia completa na página da Ufal.

Fonte: Manuella Soares, Ufal.

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