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Rentabilidade da produção de farinha artesanal é avaliada no sudeste paraense
Uma publicação recém-lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) avalia a rentabilidade da produção de farinha de mandioca artesanal, com uma nova perspectiva de negócio à atividade que gera renda e segurança alimentar aos agricultores familiares da Amazônia.
Além de informações que beneficiam produtores e empreendedores interessados em investir na agroindústria para processamento de farinha de mandioca, o documento Rentabilidade da produção de farinha artesanal no município de Marabá, PA: o caso da Vila Lagedo 2, reitera a posição da mandiocultura como uma das atividades econômicas mais importantes da agricultura familiar no estado do Pará.
A pesquisa se baseou em um estudo de caso na comunidade Vila Lagedo 2, distante 55 quilômetros da cidade de Marabá, no Sudeste Paraense, realizado por meio do projeto Tecnologias para agregação de valor e produção sustentável de mandioca por produtores familiares na Amazônia – MandioTec, da Embrapa, financiado pelo Fundo Amazônia.
De acordo com o resultado da análise financeira e de rentabilidade, a produção de farinha artesanal na unidade familiar estudada, com 80 sacos de 50 quilos por mês, permitiu ao agricultor familiar um pró-labore mensal de R$ 900,00 e uma lucratividade equivalente a 1,5 salário mínimo.
É grande o número de produtores dedicados exclusivamente a fazer farinha de mandioca, um alimento indispensável no cotidiano dos paraenses, assim como no de brasileiros de vários outros estados. “Mais de 90% da produção de raiz de mandioca paraense é destinada à fabricação de farinha, num processo de industrialização que agrega valor a essa cultura tradicional do Brasil”, destaca o engenheiro-agrônomo Moisés de Souza Modesto Júnior, autor da obra juntamente com o pesquisador Raimundo Nonato Brabo Alves, ambos da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA).
Potencial de agronegócio
Estudos anteriores dos mesmos autores já indicavam que o processamento de farinha de mandioca apresenta viabilidade econômica e que a cultura da mandioca pode render bom lucro ao agricultor. Para a agricultura familiar, lembra o autor Moisés Modesto, “o processamento da mandioca é uma atividade de subsistência, mas também se apresenta com elevado potencial de agronegócio pela possibilidade de gerar vários produtos de alto valor agregado, tanto para a utilização humana quanto para alimentação animal”.
Acesse a notícia completa na página da Embrapa.
Fonte: Izabel Drulla Brandão, Embrapa Amazônia Oriental.
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