Destaque

Projetos de extensão incentivam o aleitamento materno

Fonte

UFJF | Universidade Federal de Juiz de Fora

Data

terça-feira, 24 agosto 2021 14:45

Agosto é o mês dedicado à campanha de conscientização a favor da prática de amamentação materna. A iniciativa, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), é nomeada “Agosto Dourado”. A palavra “Dourado” faz referência à qualidade de ouro que o leite materno possui. Dentre os benefícios do aleitamento materno estão o melhor desenvolvimento cognitivo, comportamental, imunológico e respiratório das crianças, além do estreitamento da relação mãe-bebê.

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) mantém projetos de extensão que têm como objetivo principal incentivar a amamentação. “Os primeiros dias de vida do bebê são fundamentais para o seu desenvolvimento e criar condições para que o aleitamento materno ocorra, desde as primeiras horas, deve fazer parte das ações prioritárias dos profissionais e serviços de saúde”, reforça a professora da Faculdade de Fisioterapia e coordenadora do projeto de extensão Acompanhamento e Atendimento Fisioterapêutico a Lactentes com Risco para Alterações no Desenvolvimento, Dra. Jaqueline da Silva Frônio.

A iniciativa oferece acompanhamento e atendimento fisioterapêutico especializado a bebês de zero a dois anos que apresentam alterações e/ou atrasos em seu desenvolvimento motor. “Inicialmente, são realizadas avaliações nos lactentes [bebês em amamentação] encaminhados pelos serviços de saúde, para identificar os casos que necessitam iniciar o atendimento fisioterapêutico especializado. Também são realizadas visitas domiciliares e é feito um trabalho com a família de modo a auxiliá-la a entender melhor o quadro e o tratamento”, explica a professora.

O objetivo, segundo a professora, é “dar orientações que permitam que a família ofereça os estímulos e as oportunidades adequadas para o desenvolvimento do potencial individual máximo de cada lactente, incluindo a adequada nutrição”.

Apoio para mães em fase de amamentação

Outra iniciativa da UFJF que fornece informações e apoio para mulheres que estão passando pela fase de amamentação de seus bebês é o projeto Amamentação: a criação de uma rede de suporte para a puérpera. A ação extensionista possui um canal virtual aberto no Instagram para que as mães possam sanar dúvidas. Além disso, a equipe também planeja produzir e compartilhar vídeos sobre o aleitamento materno.

“Vimos que faltava às mães uma rede de suporte. A amamentação sustentada, aquela que se mantém, precisa de suporte que se estende à família, aos médicos que assistem, à enfermagem. Enfim, a toda a equipe de saúde que assiste a mãe e o bebê”, explica a professora da Faculdade de Medicina e coordenadora do projeto de extensão, Dra. Juliana Barroso Zimmermmann.

A docente acrescenta que muitos mitos são responsáveis pela suspensão da lactação. “Alguns exemplos são o suposto leite fraco, que não existe, e a suposta compressa quente, que só piora o ingurgitamento [popularmente nomeado ‘leite empedrado’]. Esses são mitos que atrapalham as lactantes e podem fazê-las desistir do processo”, salienta.

Baixas taxas de amamentação materna no Brasil

O professor da Faculdade de Medicina e coordenador do projeto de extensão Grupos digitais de apoio ao aleitamento em Juiz de Fora: uma nova abordagem a um antigo problema, Diego Junqueira Sarkis, faz um alerta sobre as baixas taxas de amamentação materna no Brasil.

“Em 2013, apenas 31,8% das crianças de dois anos ainda recebiam aleitamento materno e apenas 36,6% das crianças menores de seis meses recebiam aleitamento materno exclusivo, sendo que a prevalência recomendada pela Organização Mundial da Saúde para esses parâmetros é de 100%”, destaca.

No município de Juiz de Fora, conforme Diego Sarkis, o cenário também é preocupante. “Entre crianças que frequentavam as creches municipais de Juiz de Fora no ano de 2019, foi evidenciado que apenas 16,1% foram amamentadas até os dois anos de idade e apenas 6,2% receberam aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida”, afirma o professor.

Acesse a notícia completa na página da UFJF.

Fonte: UFJF.

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