Destaque
Projeto multidisciplinar com foco em crianças valoriza alimentos in natura
Fonte
FAPERJ | Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
Data
terça-feira, 15 agosto 2023 20:05
Livro derivado do projeto multidisciplinar “Criança Verde é Legal”, do Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), difunde conceitos relacionados aos direitos, saúde, nutrição e sustentabilidade.
Dividida em sete capítulos, a obra traça um panorama sobre a interação entre alimentação, nutrição, segurança alimentar e nutricional e biodiversidade; resgata a alimentação de comunidades tradicionais, e aponta as Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc), como sugestão para estratégias de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, estimula o uso de espaços urbanos para cultivo de hortas, as habilidades culinárias e a adoção de receitas familiares, além de alertar quanto à necessidade de se evitar o desperdício.
Para a Dra. Maria Beatriz Trindade de Castro, nutricionista e epidemiologista, professora associada em Nutrição e Saúde Pública do INJC, diante das consequências das mudanças climáticas e do sistema alimentar hegemônico sobre a má nutrição, que envolve a desnutrição, o excesso de peso e as carências nutricionais, é cada vez mais urgente envolver as crianças e a população em geral nos temas ambientais rumo a um mundo que inclua uma alimentação sustentável. Com uma linguagem acessível e de forma lúdica, o grupo do projeto, que conta com pesquisadores e alunos da graduação e pós-graduação, introduz discussões sobre a importância do verde com crianças e adolescentes de escolas municipais e creches comunitárias do Rio de Janeiro.
Por meio do mapeamento do ambiente no entorno da escola, a equipe sugere o resgate da utilização das Panc na alimentação cotidiana, frente ao elevado consumo de ultraprocessados, e estimula o debate sobre o aproveitamento integral e a produção e o correto destino do lixo doméstico.
O livro busca otimizar espaços para o cultivo de hortas, como a importância do aproveitamento dos canteiros abandonados e apresenta receitas a partir do emprego de Panc. Além da Dra. Maria Beatriz, que coordena estágios em comunidades vulneráveis, fazem parte da equipe do projeto as pesquisadoras Dra. Marla Ibrahim Uehbe de Oliveira, Dra. Amanda Rodrigues Amorim Adegboye, Dra. Maria Cecília Trindade de Castro, Andreia Andrade-Silva, Marianna Almeida Cunha de Azevedo Santos, Maria Eliza de Mattos Tobler Mastrangelo, Giovana Nigri e Juliana de Oliveira M. P. Ferreira.
O segundo capítulo ficou sob a responsabilidade de Renata Sirimarco e Rute Costa; o terceiro foi escrito com a colaboração de Dra. Marta M. A. de Souza Santos: o quinto capítulo contou com a participação de Juliana de Oliveira Ramadas Rodrigues e Fernanda Bispo; e o sexto capítulo de Hellen Ataliba.
A importância da alimentação e da nutrição para promover o adequado desenvolvimento infantil e prevenir doenças também é abordada. O livro traz a concepção do direito humano à alimentação adequada, e considera a fome como um crime. Salienta que o uso de Panc na alimentação é uma estratégia nutricional para todos, independente da renda. “As Panc são uma opção sustentável, conversam com sistemas alimentares que preservam a biodiversidade, e promovem o acesso à comida de verdade”, explica Maria Beatriz, que atualmente é professora associada em Nutrição e Saúde Pública do Instituto de Nutrição da UFRJ. Além do baixo ou nenhum custo, as Panc têm alto valor nutricional e podem ser usadas como estratégia para a alimentação saudável, sustentável e segura, além de exercerem um papel importante para a soberania e a segurança alimentar e nutricional. Para as pesquisadoras, evitar o desmatamento, queimadas e outras ações antrópicas e predatórias são caminhos para reverter a deterioração do meio ambiente e a perda da biodiversidade.
Acesse a notícia completa na página da FAPERJ.
Fonte: Paula Guatimosim, FAPERJ.
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