Destaque
“Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s) na Escola: Descobrindo Sabores e Saberes”, projeto apoiado pela Fapeam
Fonte
Fapeam | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas
Data
quarta-feira, 23 março 2022 16:30
“Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s) na Escola: Descobrindo Sabores e Saberes” foi um dos projetos apoiados pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), edital N° 004/2021. Em Manaus, alunos da educação básica, da Escola Estadual Raimundo Norões, na Zona Norte, prepararam bolos, panquecas, omeletes, saladas e geleias, a partir das plantas.
De acordo com a coordenadora do projeto e professora de Ciências, Pollianna Almeida, os alunos coletaram, ao todo, nove espécies de plantas comestíveis que geralmente não são usadas com tanta frequência pela população. Entre as espécies identificadas pelos estudantes estão trapoeba, erva de jabuti, flor-do-guarujá, beldroega e caruru.
“O trabalho consistiu em realizar pesquisa sobre o emprego na alimentação humana de plantas alimentícias não convencionais, buscando identificar as plantas com potencial alimentício, valor nutricional, propriedades funcionais e o resgate histórico regional”, explicou à coordenadora.
Segundo ela, as sementes, folhas, flores e talos das PANC’s são fontes de vitaminas, ferro e fibras, além de possuírem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Os benefícios para saúde encontrados na trapoeba, por exemplo, podem ser aproveitados no preparo de chá, sucos, vitaminas, sopas, saladas, risotos e bolos, conforme indicou a professora.
Materiais recicláveis
Após coletadas, as espécies de plantas alimentícias não convencionais foram identificadas pelos próprios alunos do projeto, dentro do laboratório escolar. Os estudantes também confeccionaram vasos autoirrigáveis produzidos a partir de garrafa PET, barbante de algodão e estilete. Com isso, as mudas foram plantadas em vasos nos espaços verdes da escola.
“Foi demostrado a comunidade escolar que espécies de plantas de crescimento espontâneo, com pouca exigência de condições climáticas e de fácil cultivo, podem ser introduzidas na alimentação diária, como fonte rica em nutrientes e sais minerais, sendo mais saudáveis, pois são livres de agrotóxicos. As PANC’s podem ser produzidas em hortas caseiras ou no horto escolar, utilizadas na merenda ou como forma de enriquecer a alimentação da população carente que possui poucos recursos”, enfatizou Pollianna.
Aprovação das receitas
Baseado no desempenho das espécies plantadas foram elaboradas receitas utilizando as PANC’s que melhor se adaptaram ao cultivo em vasos. O potencial alimentício e nutricional das plantas foi apresentado à comunidade escolar através da degustação e aceitação das receitas por parte dos alunos e professores.
No caso da panqueca de caruru recheada com carne moída e temperada com folhas de ora-pro-nóbis, o percentual de aprovação foi de 100%, considerando a avaliação de 52 pessoas. Já a omelete de folhas e talos de erva de jabuti alcançou aprovação de mais de 57%.
Acesse a notícia completa na página da Fapeam.
Fonte: Tiago Auzier, Decon Fapeam.
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