Destaque

Pesquisa reaproveita resíduos de peixes amazônicos para extração e produção de colágenos e gelatinas

Fonte

FAPEAM | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas 

Data

sexta-feira, 4 novembro 2022 17:05

Escamas e peles do Tambaqui e do Pirarucu estão sendo usadas como matérias-primas para produção de colágenos e gelatinas, que possibilitam o reaproveitamento de resíduos de pescados amazônicos. O projeto é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

Sob o título “Extração e Rendimento de Colágenos e de Nanofibras de Resíduos de Pescado”, o projeto é amparado via Programa de Apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação em Áreas Prioritárias para o Estado do Amazonas – CT&I Áreas Prioritárias, sendo realizado por pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), sob coordenação do pesquisador em diversidade biológica, Dr. Adriano Oliveira, do Ifam.

Segundo o pesquisador, esses resíduos são considerados biopolímeros, que são compostos químicos produzidos por seres vivos, e podem ser utilizados nas áreas de fármacos, engenharia de tecidos e nas indústrias de alimentos, cosméticos e odontológica.

“Pretendemos realizar a caracterização completa do colágeno e da gelatina e, posteriormente, dar o andamento à pesquisa, realizando a produção das nanofibras e caracterizando-as. Objetivamos acumular informações sobre a característica do biopolímero extraído e da produção da nanofibras, dessa maneira, subsidiar informações que sejam úteis para posteriores utilizações desses materiais”, ressaltou o pesquisador.

Ideia e benefícios

A ideia do projeto surgiu devido ao aumento do consumo de pescado nos últimos anos, o que proporcionou o crescimento do volume de resíduos de peixes, entre os quais, as escamas e peles, materiais caracterizados como de baixo valor comercial e geralmente descartados de forma inadequada.

Com isso, o intuito do projeto é dar aproveitamento racional para estes subprodutos e gerar preservação ambiental em conjunto com o valor agregado.

O coordenador do projeto destacou, ainda, que um dos impactos esperados pela pesquisa é a geração de emprego e renda nas indústrias de beneficiamento de pescado e, também, a extração de biopolímeros que podem ser convertidos em produtos que beneficiam a população.

Equipe

Iniciada no segundo semestre de 2021, a previsão atual é que a pesquisa seja finalizada em 2023. Ao todo, 21 profissionais e estudantes do Ifam, do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, e da Ufam, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal (mestrandos e doutorandos) integram a equipe. Os pesquisadores possuem formação em Ciências Biológicas, Engenharia de Pesca e Zootecnia.

Acesse a notícia completa na página da FAPEAM.

Fonte: Valdete Araújo – Decon FAPEAM.

 

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