Destaque

Pesquisa atesta que Brasil produz azeite com padrão de qualidade internacional

Fonte

Embrapa | Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Data

quarta-feira, 9 agosto 2023 19:25

O Brasil produz azeites de oliva com padrão internacional de qualidade. Essa é uma das constatações de pesquisadores que há sete anos analisam a composição química do produto brasileiro. Os cientistas caracterizaram os óleos e montaram um painel sensorial com um grupo de especialistas para avaliar o produto sensorialmente, considerando aparência, aroma e sabor, entre outros critérios. O conjunto de resultados demonstrou que a composição em bioativos e voláteis de azeites de oliva virgem de diferentes variedades de oliveira atende aos parâmetros da legislação nacional e internacional.

“Geramos uma série histórica, com informações inéditas, que contribui para melhoria e formulação de políticas públicas voltadas para o estabelecimento de um marco regulatório para o produto, com objetivo de fortalecer a olivicultura no País”, contou a pesquisadora Dra. Adélia Machado, da Embrapa.

Esse trabalho, feito em parceria entre a Embrapa e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ganhou reforço importante com a criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Olivicultura e do Azeite Brasileiros (INCT OABras). A equipe é formada por 34 cientistas de 18 instituições de pesquisa nacionais e internacionais, sob a liderança da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

Financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com duração prevista de cinco anos e aporte orçamentário de aproximadamente seis milhões de reais, a iniciativa pretende solucionar gargalos tecnológicos, a fim de garantir alta produtividade das oliveiras e a qualidade do azeite de oliva brasileiro.

A produção de azeitonas e azeite de oliva no Brasil vem crescendo nos últimos anos, com plantios comerciais no Sul e Sudeste do País. Porém a cadeia ainda apresenta muitos desafios, de acordo com a cientista da Embrapa. “O conhecimento gerado a respeito das variedades cultivadas no Brasil contribuiu para a caracterização de um produto de elevado valor comercial e de grande interesse pelos aspectos nutricionais e de benefícios à saúde”, apontou a Dra. Adélia Machado. Nos últimos anos, a pesquisadora coordenou projetos para caracterização do Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ) de azeites de oliva produzidos nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Integrante do Programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, o INCT OABras se dedica a seis áreas de pesquisa e desenvolvimento: sistema de produção; fitopatologia; química e metabolômica; agroindustrialização e produção de azeite de oliva; análise sensorial e estudos do consumidor; coprodutos do aproveitamento do bagaço de oliva e de folhas provenientes da poda.

“Os pesquisadores irão atuar na cadeia produtiva da oliveira no Brasil, desde a perspectiva agronômica no campo, passando pela agroindustrialização até a qualidade química e sensorial dos azeites brasileiros, a fim de promover a expansão da olivicultura e melhorar a qualidade do azeite de oliva brasileiro”, explicou a pesquisadora Dra. Rosires Deliza, coordenadora do projeto e responsável pelo Laboratório de Análise Sensorial e Instrumental (Lasi) da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

Qualidade do azeite de oliva

A composição química dos azeites de oliva brasileiros é estudada há sete anos na Embrapa, em parceria com a UFRJ, tanto em relação aos padrões de qualidade e identidade quanto à composição de aromas (voláteis). A qualidade do azeite é relacionada a diversos fatores, como agronômicos, tecnológicos e condições de armazenamento. Os parâmetros de identidade e qualidade do azeite são definidos por instruções do Ministério da Agricultura e Pecuária, que, por sua vez, segue regulamentação da União Europeia.

Mapa de aromas de azeites nacionais

O azeite extra virgem tem um aroma complexo, contendo várias centenas de substâncias voláteis. Seu aroma está relacionado com a variedade genética da oliveira, o solo e o clima onde é cultivada e as condições de extração e armazenagem do azeite de oliva, como aponta o pesquisador Dr. Humberto Bizzo, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, que realizou uma capacitação como Cientista Visitante no grupo de Química de Alimentos do Departamento de Ciência e Tecnologia do Fármaco, da Università degli Studi di Torino, em Turim, Itália, para a aplicação da técnica de cromatografia multidimensional abrangente na análise dos voláteis (aromas) dos azeites brasileiros.

INCT Olivicultura e Azeites Brasileiros

O INCT Olivicultura e Azeites Brasileiros, liderado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, reúne uma equipe multidisciplinar de cientistas, provenientes das seguintes instituições:

Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), Embrapa Florestas (PR), Embrapa Pecuária Sudeste , Embrapa Clima TemperadoEmbrapa AcreEmbrapa Agricultura Digital, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), Universidad de la República (Udelar), do Uruguai, Universidade de Turim (Unito), da Itália, Instituto Nacional de Investigação e Tecnologia Agrária e Alimentar (INIA), da Espanha e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Também apoiam o INCT o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) e a Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira (Assoolive), além de produtores de azeite.

Acesse a notícia completa na página da Embrapa.

Fonte: Dra. Aline Bastos, João Eugenio – Embrapa Agroindústria de Alimentos.

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