Destaque

Pesquisa analisa produção de probióticos para melhorar a saúde e criação de peixes

Fonte

FAPEAM | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas 

Data

sábado, 28 janeiro 2023 10:30

Pesquisadores do Amazonas analisam a produção de probióticos que beneficiem a saúde e produção de pescado no estado, contribuindo para uma maior resistência contra doenças, aumento no peso e melhoria na qualidade da água de criação de espécies como tambaqui, matrinxã e pirarucu. O estudo, em andamento conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), e está sendo desenvolvido na Universidade Nilton Lins.

Os probióticos são conhecidos, popularmente, como microrganismos vivos, que podem ser bactérias ou leveduras, uma vez administrados de maneira correta trazem diversos benefícios para a piscicultura. Na pesquisa, os microrganismos estão sendo isolados da mesma espécie de peixe para a qual ele será aplicado.

Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisadora Dra. Suzana Kotzent, isso irá fornecer maior garantia de que seus benefícios sejam alcançados, pois estes possuem uma maior familiaridade com o meio onde devem se fixar, como temperatura, pH e salinidade do trato gastrointestinal. Para cada espécie de peixe, microrganismos específicos estão sendo isolados e testados pelo grupo de pesquisa.

A pesquisadora explicou que a maioria dos probióticos comercializados no mercado foram isolados de outras espécies de animais, como suínos e aves, o que não garante a sua colonização adequada nos peixes, nem seus efeitos benéficos, e que o uso de produtos ineficazes, culmina em aumento de custo e perdas econômicas ao produtor.

A necessidade de alternativas sustentáveis para a aquicultura foi um dos principais motivos que levaram o grupo de pesquisa a estudar esta temática.

“A utilização destes probióticos permite que os peixes fiquem mais saudáveis, o que minimiza a necessidade da utilização de desinfetantes e antimicrobianos, que por sua vez são utilizados de forma excessiva na produção, o que pode levar ao desenvolvimento de cepas bacterianas resistentes, colocando em risco a saúde pública”, acrescentou a pesquisadora.

O projeto irá contribuir para o desenvolvimento de produtos que auxiliam na criação de peixes nativos de forma estratégica, maximizando os ganhos produtivos, reduzindo as perdas econômicas e contribuindo para a sustentabilidade da aquicultura no Amazonas, além de entregar ao consumidor um produto mais seguro.

“A pesquisa e o desenvolvimento de probióticos já está bastante avançada em todo o mundo, para diferentes vertebrados. No entanto, o conhecimento de cepas autóctones de peixes amazônicos ainda é escasso, o que justifica a ausência de produtos específicos no mercado”, disse a Dra. Suzana Kotzent.

Acesse a notícia completa na página da FAPEAM.

Fonte: Esterffany Martins-Decon FAPEAM.

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