Destaque

Pequenos agricultores familiares produzem mais de um terço dos alimentos no mundo

Fonte

ONU Brasil

Data

quinta-feira, 29 abril 2021 11:05

Os pequenos agricultores produzem cerca de um terço dos alimentos do mundo, de acordo com uma nova pesquisa detalhada da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Cinco em cada seis fazendas no mundo consistem em menos de dois hectares. Elas operam apenas cerca de 12% de todas as terras agrícolas e produzem cerca de 35% dos alimentos do mundo, de acordo com um estudo publicado na revista científica World Development.

As contribuições dos pequenos agricultores para o fornecimento de alimentos variam enormemente entre os países, com a participação de até 80% na China e na casa dos poucos dígitos para o Brasil e a Nigéria.

A análise destaca a importância de dados melhorados e harmonizados para obter uma imagem mais precisa das atividades agrícolas para os formuladores de políticas públicas.

“É importante evitar o uso dos termos fazendas familiares e pequenas propriedades como sinônimos. A maioria das fazendas familiares são pequenas, mas algumas são grandes e até muito grandes”, disse o vice-diretor da Divisão de Economia Agroalimentar da FAO, Dr. Marco Sánchez, que assina o estudo com Sarah Lowder e Raffaele Bertini.

Em 2014, um relatório importante da FAO calculou que nove entre dez das 570 milhões de fazendas do mundo eram fazendas familiares e produziam cerca de 80% dos alimentos do mundo. Com os novos dados, a agência atualiza o número para 608 milhões de unidades de agricultura familiar ocupando até 80% das terras aráveis e produtoras. A nova pesquisa também visa esclarecer a prevalência dos tamanhos das fazendas.

Dados – As estimativas atualizadas são de que existem mais de 608 milhões de fazendas familiares em todo o mundo, ocupando entre 70% e 80% das terras agrícolas e produzindo cerca de 80% dos alimentos do mundo em termos de valor.

A nova pesquisa traz estimativas sobre o tamanho das fazendas: cerca de 70% de todas as fazendas, operando em apenas 7% de todas as terras agrícolas, têm menos de um hectare, ou 10 mil metros quadrados. Outros 14% das fazendas, controlando 4%, estão entre um e dois hectares, e outros 10% de todas as fazendas, com 6% da terra, têm entre dois e cinco hectares.

Enquanto isso, apenas 1% das fazendas do mundo possuem mais de 50 hectares, operando mais de 70% das terras agrícolas do mundo. E quase 40% das terras agrícolas são encontradas em fazendas com mais de 1000 hectares.

Com um censo mais preciso do tamanho das operações agrícolas e a participação de pequenos produtores, agricultores familiares e grandes fazendeiros, fica mais fácil formular políticas que se adequem às diferentes realidades.

Sem dúvida, grandes variações regionais destacam a importância dos níveis gerais de desenvolvimento econômico. O tamanho da fazenda geralmente aumenta com os níveis médios de renda nacional, com 99% das fazendas em países de alta renda com mais de cinco hectares, em comparação com apenas 28% em países de baixa renda.

Fatores regionais e locais também são esclarecedores. As pequenas propriedades ocupam uma parcela muito maior de terras agrícolas do que a média global em regiões como o Sul da Ásia e a África Subsaariana.

O tamanho da fazenda nem sempre se correlaciona com a produção de produtos específicas. Por exemplo, na Mongólia, as fazendas não pertencentes a famílias, mas organizadas como unidades de negócios e organizações, respondem por 90% da produção de trigo. Na Tanzânia, há apenas um punhado de grandes fazendas ocupando apenas 7% das terras agrícolas, mas são responsáveis ​​por 80% da produção de trigo do país e 63% de seu chá.

Em potências agrícolas, como Brasil e Estados Unidos, têm aumentado o número de pequenas propriedades assim, embora a parcela de terras agrícolas controladas por grandes fazendas tenha aumentado. Segundo os pesquisadores, isso pode ser causado por um boom na produção e consumo de alimentos localmente ou por aumento da desigualdade.

Acesse a notícia completa na página da ONU Brasil.

Fonte: ONU Brasil.

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