Destaque

Obesidade pode aumentar risco de câncer e afetar seu diagnóstico

Fonte

Jornal da USP

Data

segunda-feira, 25 abril 2022 20:30

A Ciência mostra que a obesidade está ligada a 13 tipos de cânceres, como os do trato gastrointestinal (câncer de esôfago, de fígado, de vesícula, estômago, de pâncreas e colorretal), ovário e tireoide, por exemplo. Com essa preocupação, a OMS e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) têm chamado atenção para as medidas de prevenção.

O Jornal da USP entrevistou a Dra. Maria Del Pilar Estevez Diz, médica oncologista, professora da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e diretora do Corpo Clínico do Instituto do Câncer do Estado de SP (Icesp), explica que esses estudos apontam que a obesidade aumenta o risco de ter esses 13 tipos de câncer numa magnitude “20% maior do que a população em geral”.

A especialista destaca também que esse aumento de risco ocorre por causa da proliferação celular anormal. Essa divisão celular facilita o aparecimento de células comprometidas, que vão se tornar câncer no futuro. Além disso, podem ocorrer “dificuldades importantes no rastreamento que os pacientes que estão acima do peso podem ter”. Ou seja, os exames de imagem têm sua qualidade afetada e, desse modo, dificulta-se o diagnóstico.

Prevenção

Os exames são importantes para o acompanhamento da saúde do paciente, mas, de acordo com a Dra. Maria Diz, eles não conseguem captar de forma precoce o câncer, já que esse problema se desenvolve silenciosamente. “Na verdade, a principal maneira de prevenção é diminuindo os fatores de risco”, afirmou a oncologista.

Além da questão das atividades físicas, outro modo de diminuir a obesidade e, por conseguinte, o risco desses cânceres é a redução do consumo de ultraprocessados, ricos em gordura, que aumentou durante os últimos anos. Em 2019, constatou-se que 20% dos adultos no Brasil estavam com obesidade, IMC maior do que 30, e 55,4% acima do peso, conforme explica a especialista.

“Quando vemos esses parâmetros, que não são só de questões individuais, também têm questões de hábitos que estão acometendo a população como um todo que começam na infância. O sedentarismo e uma dieta inapropriada começam na infância e é sempre mais difícil mudar na vida adulta”, ressaltou a Dra. Maria Diz.

Acesse a notícia completa na página do Jornal da USP.

Fonte: Jornal da USP.

Em suas publicações, o Canal Nutrição da Rede T4H tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Canal Nutrição tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.

Os comentários constituem um espaço importante para a livre manifestação dos usuários, desde que  cadastrados no Canal Nutrição e que respeitem os Termos e Condições de Uso. Portanto, cada comentário é de responsabilidade exclusiva do usuário que o assina, não representando a opinião do Canal Nutrição, que pode retirar, sem prévio aviso, comentários postados que não estejam de acordo com estas regras.

Leia também

2026 nutrição t4h | Notícias, Conteúdos e Rede Profissional nas áreas de Alimentos, Alimentação, Saúde e Tecnologias

Entre em Contato

Enviando
ou

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

ou

Create Account