Destaque

Malária aumenta o risco de crianças desenvolverem anemia aos dois anos

Fonte

Jornal da USP

Data

quarta-feira, 21 julho 2021 09:30

Estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, mostra que as crianças que tiveram malária recente ou episódios repetidos têm risco aumentado para desenvolverem anemia aos dois anos. Já a malária na gestação foi associada a baixos níveis de hemoglobina materna, diminuição de peso e comprimento ao nascer. Uma única ocorrência de malária transmitida pelo Plasmodium vivax  foi suficiente para impactar estes resultados, sendo que os episódios repetidos tiveram efeito negativo mais pronunciado no peso e na hemoglobina materna.

Os resultados estão descritos no artigo ‘Low-level Plasmodium vivax exposure, maternal antibodies, and anemia in early childhood: population-based birth cohort study in Amazonian Brazil’, publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases. A pesquisa foi realizada pela bióloga Anaclara Pincelli com orientação do professor  Dr. Marcelo Urbano Ferreira do ICB.

Os achados da pesquisa ajudam a derrubar o mito de que a malária vivax seria uma infecção relativamente “benigna” na gravidez e na primeira infância na Amazônia e servem de alerta aos gestores públicos para a necessidade de um maior controle da doença na região, com a intensificação do monitoramento da malária em gestantes e parturientes.

Segundo os pesquisadores, a anemia na infância é uma condição preocupante. Na maioria dos casos, está associada à deficiência de ferro e pode comprometer o desenvolvimento físico e neurológico, principalmente quando ocorre dos nove meses aos dois anos de idade.

Projeto MINA-Brasil
Os pesquisadores utilizaram dados envolvendo 1.539 crianças acompanhadas desde 2015 pelo Projeto MINA Brasil (Saúde e Nutrição Materno-Infantil no Acre), coordenado pela professora Dra. Marly Augusto Cardoso, do Departamento de Nutrição da FSP.

Realizado em Cruzeiro do Sul, no Acre – uma das cidades com maior incidência de malária no Brasil -, o MINA-Brasil é um acompanhamento de longo prazo (coorte) de mães e seus bebês para avaliar aspectos da saúde e da nutrição, desde a concepção até os mil dias de vida (270 da gestação + 365 do primeiro ano + 365 do segundo ano de vida).

O período é considerado uma “janela de oportunidades” para uma série de intervenções importantes que podem melhorar o perfil de saúde da criança na adolescência e na vida adulta. A iniciativa integra o Projeto Temático Estudo MINA – materno-infantil no Acre: coorte de nascimentos da Amazônia Ocidental Brasileira, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página do Jornal da USP.

Fonte: Valéria Dias, Jornal da USP.

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