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Inpa inaugura ‘Sistema com Tecnologia de Bioflocos’ pioneiro na região norte
Um novo espaço para pesquisas com piscicultura foi integrado ao Laboratório de Fisiologia Aplicada à Piscicultura (Lafap), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). O Sistema com Tecnologia de Bioflocos é pioneiro na região e foi inaugurado com uma estrutura financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) em parceria com a empresa Nova Aqua.
Estiveram presentes na solenidade de inauguração o grupo de pesquisas em Aquicultura, pesquisadores, doutorandos e mestrandos, além de convidados da empresa Nova Aqua, parceira no Sistema de Bioflocos. Na ocasião o Dr. Nilton Falcão coordenador de Tecnologia e Inovação do Inpa, representou a Dra. Antonia Franco, diretora do Instituto, e parabenizou o Lafap pela nova fase e estrutura do projeto.
A Dra. Elizabeth Gusmão, pesquisadora do Inpa e líder do grupo de pesquisas “Aquicultura na Amazônia Ocidental”, enfatiza a importância da nova estrutura como uma etapa no avanço das pesquisas. “Aumentar a produção de peixes no estado que é o maior consumidor de pescado do país, tem sido uma prioridade nas pesquisas do grupo em Aquicultura do INPA. Espera-se que essa nova estrutura possa contribuir com nossos estudos e pesquisas, gerando novas informações utilizando um sistema sustentável e de alta produtividade. E com isso, auxiliar o pequeno produtor rural do estado do Amazonas a produzir mais, aumentar seu lucro e melhorar sua qualidade de vida”, pontuou a pesquisadora.
Nos próximos meses, a cidade de Novo Airão receberá uma estação de larvicultura em sistema com tecnologia de bioflocos (BFT). A infraestrutura está sendo montada dentro da sede da Associação de Piscicultura de Novo Airão (Apina), que produz peixes em sistema tradicional (viveiros). A Associação tem 40 associados ativos, cada um com sua propriedade e tanques que recebem apoio técnico da Apina.
A produção da Apina atende programas sociais em parceria com a prefeitura de Novo Airão, além de fornecer peixes para a rede privada, como feiras, mercados e restaurantes. Gerando economia no cenário local.
Bernardo Neto, diretor da Apina, diz que o sistema é uma revolução para a piscicultura e que vai auxiliar no crescimento da produção de peixes nativos como matrinxã, pirapitinga, pirarucu, tambaqui e outros nativos de menor escala. “A expectativa é grande para que a gente possa entrar em um cenário mais moderno, de reaproveitamento de água, sanidade dos peixes e o controle dessa produção. Estou animado pra esse novo cenário e já estamos fazendo planos”, comemora.
Sistema Bioflocos
O sistema de Bioflocos é uma tecnologia que pode incrementar a produção de peixes nativos da Amazônia com o uso de pouca água, uma vez que é reposto apenas a água que evapora. Os bioflocos se formam por meio da atividade bacteriana e seu crescimento é estimulado de acordo com a necessidade. Essas bactérias são responsáveis por converter compostos tóxicos em atóxicos por meio da ciclagem dos nutrientes.
Acesse a notícia completa na página do INPA.
Fonte: INPA.
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