Destaque

Fotos permitem avaliar consumo alimentar de pessoas com deficiência visual

Fonte

UFRN | Universidade Federal de Rio Grande do Norte

Data

quarta-feira, 27 janeiro 2021 17:35

Desenvolver e validar um protocolo para que pessoas com deficiência visual possam fotografar as refeições e, a partir dessas imagens, obter uma avaliação do consumo alimentar realizada por profissionais da saúde. Esse foi o desafio que levou à publicação do artigo “Development and validation of protocols for photographed food record by visually impaired people”, publicado na revista científica Public Health Nutrition.

O artigo resultou da dissertação de mestrado de Thaís Lima Dias Borges, aluna do Programa de Pós-graduação em Nutrição (PPGNUT) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ela e as professoras Severina Carla Vieira Cunha Lima e Úrsula Viana Bagni, do Departamento de Nutrição (DNUT/UFRN), e o professor Marcos Felipe Silva de Lima, da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairí (Facisa), sintetizaram nesse artigo as diretrizes desse trabalho de mestrado.

Thaís Borges explica que é importante uma alimentação saudável para a prevenção e/ou para o tratamento de doenças, principalmente as crônicas e não-transmissíveis, como a diabetes, a hipertensão e a obesidade. Por isso, é preciso avaliar o consumo alimentar. Ocorre que pessoas com deficiência visual têm dificuldades para ter acesso aos rótulos dos alimentos, para pesar, para escolher entre outras atividades que influenciam na alimentação deles e, por extensão, no estado de saúde. Daí a necessidade de estabelecer um protocolo para auxiliar na avaliação da alimentação dos deficientes visuais.

“Já existem na literatura vários estudos que mostram a utilização da fotografia para avaliar o consumo alimentar, mas não se tinha notícia de nenhum método que fosse específico para quem tem deficiência visual. Pensando nisso, desenvolvemos e validamos protocolos para possibilitar o registro alimentar fotografado por pessoas com deficiência visual a partir de smartphone”, disse.

Protocolo

O trabalho desenvolvido consiste em estabelecer dois protocolos para que o smartphone possa ser usado por quem tem deficiência visual em duas posições diferentes para fotografar o alimento a ser consumido no almoço, jantar ou lanches. Uma de frente para a refeição, com a câmera a 45º, e outra acima dela, com a câmera a 90º.

Foram considerados quatro elementos para desenvolver esses protocolos. O primeiro é a qualidade da imagem, pois as fotos devem ter qualidade suficiente para que o profissional de saúde consiga observar a fotografia e identificar os alimentos e suas quantidades; o segundo é a autonomia do sujeito, pois a pessoa com deficiência visual precisa executar sozinha e em qualquer lugar o procedimento; o terceiro aspecto diz respeito à segurança: os protocolos não deveriam representar qualquer risco de acidente ou inconveniente para a pessoa com deficiência visual; e o quarto elemento considerado está relacionado à discrição: os protocolos deveriam poder ser realizados de forma rápida, antes de a pessoa consumir a refeição e sem causar perturbação à rotina de quem está realizando o procedimento.

“O estudo mostrou que os dois protocolos desenvolvidos obtiveram alta proporção de fotos satisfatórias. Ou seja, os nutricionistas, ao observarem as imagens que pessoas com deficiência visual tiraram segundo esses protocolos, conseguiram identificar todos os alimentos e suas quantidades. Isso porque as fotografias possuíam bom enquadramento, ângulo e foco”, explica.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na UFRN.

Fonte: Marcone Maffezzolli de Ascom CCS, UFRN.

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