Destaque

Embrapa representou o Brasil em workshop do G20 sobre desperdício de alimentos

Fonte

Embrapa | Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Data

quinta-feira, 23 junho 2022 08:45

A Embrapa representou o Brasil no workshop virtual do G20, liderado pela Indonésia, nos dias 21 e 22 de junho. O grupo, formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, elegeu como tema prioritário para o evento este ano a necessidade premente de reduzir o desperdício de alimentos frente à insegurança alimentar crescente, desafios climáticos, conflitos e pandemia. Para isso, os cerca de 90 participantes dos países e organismos internacionais compartilharam experiências e discutiram estratégias robustas de enfrentamento por meio de coalizões público-privadas.

O analista Dr. Gustavo Porpino da Embrapa Alimentos e Territórios (AL), que atua como ponto focal do Brasil na coalizão global e representou a Empresa no evento, afirma que há muitas oportunidades para os países captarem recursos para projetos de quantificação das perdas e do desperdício de alimentos e delineamento de planos de ação. “Um ponto crítico para países como o Brasil é rever a governança da agenda que lida com alimentos como um todo. Precisamos de estratégias multidisciplinares com envolvimento de stakeholders do campo à mesa. Há iniciativas positivas em curso, por exemplo, na Inglaterra, África do Sul, Austrália e também na nossa vizinha Argentina”, comentou o analista.

Em sua palestra no workshop do G20, além de abordar dados sobre desperdício no varejo e consumo, o Dr. Gustavo destacou tecnologias da Embrapa que contribuem para a redução do desperdício de alimentos, abordou o incremento das interações entre Embrapa, empreendedores e investidores em desafios de inovação aberta e citou algumas startups brasileiras e programas nacionais que atuam com foco no ODS 12.3 (redução de perdas e desperdício de alimentos). “Há muita capacidade técnica no Brasil para fortalecer o enfrentamento ao desperdício e diversas ações em curso, tanto em diferentes níveis de governo quanto em ONGs. Um desafio que permanece é conduzir mais pesquisas para delinear políticas públicas baseadas em dados robustos”, enfatizou.

Para Maximo Torero, economista-chefe da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), os países ganham em três frentes ao atuar para a redução das perdas e desperdício de alimentos: ampliam a oferta de alimentos; reduzem o uso dos recursos naturais necessários para a produção e distribuição; e mitigam as emissões de gases de efeito estufa. “É uma agenda alinhada com vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e, dada toda a importância, lançamos a coalizão global Food is never waste. Os países precisam se envolver na coleta de dados nacionais para o delineamento de ações concretas”, salientou o economista.

A diretora da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), Nena Shaw, comentou que algumas tecnologias da Embrapa e parceiros, tais como a nanoemulsão com cera de carnaúba e os filmes comestíveis, servem de aprendizado para outros países investirem em PD&I alinhada à economia circular. Nena ressaltou ainda que os Estados Unidos estão construindo uma estratégia nacional para redução de perdas e desperdício de alimentos com enfoque em mensuração do campo à mesa; validação de indicadores de impacto ambiental do desperdício; metodologias para caracaterização dos resíduos gerados em comestíveis ou não; e campanhas de comunicação educativas para consumidores. “Também estamos abertos para colaborar com outros países na mensuração dos impactos ambientais do desperdício de alimentos”, acrescentou.

Acesse a notícia completa na página da Embrapa.

Fonte: Fernanda Diniz, Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento

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