Destaque

De hidropônicos a plantas não convencionais, e-book gratuito ensina a criar horta caseira

Fonte

Jornal da USP

Data

terça-feira, 29 agosto 2023 19:20

Estudos mostram que o consumo de frutas e hortaliças traz inúmeros benefícios à saúde, prevenindo doenças e promovendo o bem-estar das pessoas. A nova edição da Casa Produtor Rural, que é um Centro de Atendimento da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP de Piracicaba, lançou a publicação ‘Horta em casa: o que plantar e como cuidar das hortaliças‘, que já está disponível para download gratuito no Portal de Livros Abertos da USP e ensina a como produzir alimentos saudáveis em casas e apartamentos, além de resgatar o contato com a terra. A obra trata de temas como sustentabilidade, cultivo hidropônico, vasos autoirrigáveis e preparo de Bonsai de espécies frutíferas, além de trazer receitas caseiras com as plantas alimentícias não convencionais (PANCs), que estão sendo cada vez mais inseridas no cardápio dos brasileiros, pois são altamente nutritivas – e dicas de como reaproveitar talos e frutos como novas mudas.

O e-book mostra que é possível aproveitar espaços como corredores, varandas, sacadas e quintais. Além disso, orienta nas diferentes etapas, na escolha das hortaliças, época e tipo de plantio, incluindo dicas econômicas para combater as pragas. É um ponto de partida para quem não tem experiência com o plantio, mas deseja consumir alimentos fresquinhos, livre de agrotóxicos. Estão reunidos textos, tabelas e imagens, no formato de um guia. Para os autores, a expectativa é que essa publicação possa contribuir para o aprendizado e o sucesso no cuidado com as plantas.

Dicas sobre plantio

No texto de abertura “Como produzir hortas, pequenos frutos e plantas não convencionais em espaços pequenos”, de autoria de Marina Tessari, estão dicas valiosas: o local para o plantio deve possuir uma boa luminosidade, no mínimo cinco horas por dia de sol incidindo diretamente nas plantas. A água não deve encharcar ou deixar o solo seco. As mudas recém-plantadas devem ser regadas diariamente, três vezes ao dia, em menor volume. À medida que as plantas se desenvolvem, irriga-se uma ou duas vezes ao dia, porém em quantidade maior de água – as plantas jovens são irrigadas uma vez ao dia e as adultas de três a quatro vezes por semana. O solo precisa de matéria orgânica em sua composição, adequada umidade, bom escoamento de água e importantes nutrientes para que as plantas cresçam.

Além disso, o texto sugere que sejam plantadas as hortaliças que possuem a parte aérea comestível e um ciclo de vida curto, como alface, chicória, almeirão, rúcula, espinafre, couve, coentro, cebolinha, salsa, alecrim, hortelã, manjericão, entre outras. E ainda, hortaliças como pimentão, tomate e pimentas. As raízes e os tubérculos, com exceção do rabanete, necessitam de canteiros mais profundos e apresentam, em sua grande maioria, um ciclo de desenvolvimento mais longo.

Já as plantas alimentícias não convencionais, conhecidas como PANCs, se caracterizam pela rusticidade e, segundo a autora, por possuírem partes ou porções que podem ser inseridas na alimentação humana, sendo elas exóticas, nativas, silvestres, espontâneas ou cultivadas. “As PANCs podem ser preparadas isoladamente ou utilizadas em pratos mais elaborados”, informa, acrescentando que seu principal benefício está na possibilidade de complementação alimentar, diversificação dos cardápios e na oferta de nutrientes. Alguns exemplos de PANCs são: ora-pro-nóbis, bertalha, beldroega, begônia, taioba, jacatupé, dente-de-leão, vinagreira, peixinho, capeba, picão-branco, folhas de batata-doce, coração da bananeira, trapoeraba, cravo-de-defunto e major-gomes.

Os leitores também podem encontrar dicas de diversas árvores frutíferas que podem ser cultivadas em vasos, como jabuticaba, limão, laranja, laranja-kinkan, mexerica, acerola, romã, figo, mirtilo, pitanga, lichia, goiaba, morango e grumixama. “Devido ao espaço restrito, a planta tem seu crescimento e produção limitados. O ideal é que o vaso seja três vezes maior que torrão da planta, para que as raízes cresçam e se desenvolvam. A drenagem deve conter uma camada de argila expandida no fundo do vaso coberta com manta de bidim”, explicou a autora.

Autores: Daniel Camargo Luz, Marina de Ferran Tessari, Matheus Gomes Elias, Murilo Januário Lilli, Regina Cacioli Pacheco, Renato Barros de Oliveira

Acesse a notícia completa na página do Jornal da USP.

Fonte: Claudia Costa, Jornal da USP.

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