Destaque

Cursos do Senar-SP gratuitos oferecem capacitação para a criação de peixes

Fonte

SENAR | Serviço Nacional de Aprendizagem Rural 

Data

sexta-feira, 22 abril 2022 14:45

O Brasil segue sendo um importante player do mercado de grãos e de carne (bovina, suína e de frango). A produção de peixes, contudo, ainda não é tão grande quanto se espera por aqui – com uma participação ainda tímida no mercado interno e também em exportações. Num país com larga extensão de terras banhadas pelo mar e com a grande quantidade de rios, a piscicultura é uma atividade que pode ser explorada bem mais.

A boa notícia é que os números vêm melhorando a cada ano. Em 2021, a produção brasileira de peixes de cultivo, por exemplo, aumentou 4,7% em relação ao ano anterior, atingindo 841 mil toneladas – desde 2014 a média anual de crescimento tem sido de 5,6%. É a atividade de produção animal que mais cresceu nos últimos anos.

Para contribuir com essa atividade e proporcionar novas oportunidades de negócios para pequenos produtores, o sistema Faesp/Senar-SP oferece cursos de Piscicultura em parceria com os Sindicatos Rurais de todo o Estado. As aulas promovem capacitação tanto para criação em tanque rede (onde os peixes são criados confinados em alta densidade, aproveitando racionalmente a água de represas, rios e lagos) como tanque escavado (reservatórios construídos no solo e que necessitam de uma cobertura impermeabilizante), ensinando as técnicas corretas de reprodução, nutrição e manejo. Um bom manejo e a aquisição de alevinos (peixes recém-saídos dos ovos) de ótima procedência favorecem o crescimento e desenvolvimento dos animais, obtendo assim um produto de qualidade.

No início de abril, o Sindicato Rural de Presidente Venceslau realizou o curso “Piscicultura – Cultivo em tanque escavado” no município de Marabá Paulista. O instrutor, Adilson Carvalho da Fonseca, relatou que alguns dos alunos estão tendo contato pela primeira vez com a Piscicultura, mas outros já instalaram tanques em suas propriedades e participaram das aulas para se aprofundar no tema e adquirir competências para então dar início ao trabalho de cultivo.

“À medida que os alunos vão descobrindo como deve ser trabalhado um tanque profissional, como é o controle do abastecimento de água, os cuidados com a alimentação dos animais e todos os outros detalhes, eles percebem que não basta só fazer um buraco no chão para começar a produzir. Quando se adquire o conhecimento necessário para praticar a aquicultura com qualidade e profissionalismo, o que é investido não se perde”, explicou Adilson. Segundo ele, a atividade é muito lucrativa em comparação a algumas produções agrícolas, como a de soja, por exemplo. “Um hectare em que se produz peixes dá a mesma renda bruta de 15 hectares de soja, desde que seja feita de modo sério, com comprometimento do criador e fazendo tudo da forma correta: qualidade da água, lotação do tanque, alimentação adequada, conhecer o que estressa os peixes e muitos outros detalhes que as pessoas às vezes nem imaginam”, contou Adilson.

O instrutor explicou que a tilápia é a espécie mais produzida, pois tem maior valor comercial, mas que recentemente o pangasius (também chamado de panga) vem ganhando espaço, desde que teve a importação e criação no Brasil autorizada há dois anos – a espécie é originária do Vietnã. Uma das características desse peixe que é vantajosa para o produtor é que ele não depende somente da água para respirar; ele tem um segundo órgão para auxiliar na respiração, permitindo menor quantidade de uso de aeradores. Isso favorece altas densidades de estocagem, ou a criação dessa espécie em menor quantidade de água, resultando em maior rentabilidade.

O mercado brasileiro e as perspectivas de crescimento

O consumo de peixes no Brasil é considerado pequeno: menos de 5 kg por habitante ao ano, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). De acordo com essa entidade, a piscicultura nacional envolve mais de 1 milhão de produtores e movimentou R$ 8 bilhões em 2021. Em São Paulo, a produção atingiu 81.640 toneladas no ano passado, um crescimento de 9,4% em relação a 2020, colocando o Estado na segunda posição do ranking nacional, atrás apenas do Paraná, com 188 mil toneladas. São Paulo exportou 592 toneladas de tilápia (a espécie mais produzida no Estado), equivalente a 7% das exportações brasileiras – essa espécie é também a mais exportada pelo País (88% do total). O “Anuário Peixe BR da Piscicultura 2022” atribui o aumento da produção paulista aos investimentos de grandes e médios produtores. Segundo essa mesma publicação, São Paulo continua sendo um dos melhores mercados para peixes de cultivo no Brasil.

Acesse a notícia completa na página do Senar.

Fonte: Comunicação do Sistema Faesp/Senar-SP

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