Destaque

Como a amamentação reduz o risco das mães desenvolverem diabetes tipo 2

Fonte

Universidade Yale

Data

segunda-feira, 24 julho 2023 15:40

Estudos demonstraram que a amamentação oferece proteção contra diabetes tipo 2 em mães, mas os pesquisadores ainda precisam apontar o porquê. Um novo estudo da Universidade Yale, liderado pela Dra. Julie Hens, cientista pesquisadora (endocrinologia), encontrou uma possível explicação.

As descobertas foram apresentadas no Endo 2023.

No estudo, os pesquisadores analisaram as mudanças no metabolismo resultantes da amamentação. Eles descobriram que camundongos que amamentaram após o parto tiveram uma melhora na sensibilidade à insulina, bem como um aumento no número de células beta pancreáticas produtoras de insulina em comparação com camundongos que não amamentaram. A Dra. Julie Hens e sua equipe acreditam que essa combinação provavelmente contribui para a proteção contra o diabetes tipo 2 que a amamentação oferece.

“Um dos gatilhos para o desenvolvimento do diabetes é a perda da capacidade das células beta de produzir insulina suficiente para superar a resistência à insulina – ou seja, a incapacidade da insulina de reduzir efetivamente o açúcar no sangue”, disse a pesquisadora, observando que a genética e a obesidade costumam causar resistência à insulina, que piora durante a gravidez, especialmente no terceiro trimestre.

A Dra. Julie Hens observou que, embora muitas pessoas assumam que a amamentação protege contra o diabetes causando perda de peso, o estudo sugere que os efeitos protetores da amamentação em camundongos provavelmente ocorrem por meio de vários mecanismos independentes da perda de peso, o que concorda com estudos em humanos.

Por meio de seu trabalho, a Dra. Julie Hens espera divulgar que a lactação é benéfica não apenas para o bebê, mas também para a mãe. “Queremos conscientizar as pessoas de que a lactação pode ter um efeito protetor no metabolismo da mãe”, disse a pesquisadora. “Ao definir os mecanismos envolvidos nessa proteção contra o diabetes, esperamos que esta pesquisa leve a melhores resultados para as mulheres após o parto, bem como para todos os pacientes com diabetes tipo 2”.

Acesse a notícia completa na página da Universidade Yale (em inglês).

Fonte: Serena Crawford, Universidade Yale.

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