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Cianobactérias: um problema de saúde pública
A professora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Dra. Ina de Souza Nogueira estuda cianobactérias e algas. A Rádio Universitária realizou uma entrevista com a professora sobre as cianobactérias e como elas podem constituir um sério problema de saúde pública. As cianobactérias são bactérias que fazem fotossíntese e como resultado produzem oxigênio. São organismos que originaram as plantas e tem semelhanças com elas, no entanto, produzem resíduos que não são favoráveis a saúde humana. Elas estão presentes em qualquer lugar, mas as que estão na água são mais estudadas por questões de saúde pública. Saber de sua presença na água, por isso mesmo, não é o mais importante, mas sim a quantidade, explica a professora. “Quando se tem muitas cianobactérias na água é fácil observar grupos, porque eles formam natas na água. A água fica muito verde e pode produzir toxinas que afetam fígados, rins, sistema digestório, entre outros”, explica a pesquisadora.
A professora comentou o problema da água no Rio de Janeiro, que não é causado pelas cianobactérias, mas pela geosmina, que dá gosto de terra à água. Geosmina é um organoclorado, uma molécula de origem orgânica que tem cloro associado e que dá gosto de terra, mofo ou peixe, apesar de por si só não fazer mal a saúde. Já a cianobactéria é um problema silencioso, pois ela não dá cor ou odor à água. Ela explica que no Rio de Janeiro, no primeiro momento o que preocupou foi a cor, gosto e odor, mas foi mostrado que havia florações de cianobactérias: “Vamos aguardar para ver o que vão dizer sobre o caso do Rio de Janeiro”.
A Dra. Ina de Souza Nogueira também tem um estudo dos mananciais de água de Goiás. “Nós precisamos nos preocupar porque Goiás tem um percentual acima de 60% de desmatamento e isso ocasiona uma interação forte de terra e água, uma terra com mal uso, que pode trazer substâncias que beneficiam o crescimento da cianobactéria”, afirma. Ela explica que esgoto e agrotóxicos são alimentos para a bactérias.
Acesse a notícia completa na página da UFG.
Fonte: Silvânia Lima – Rádio Universitária – UFG.
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