Destaque

Caju de mesa: estudo da Embrapa estabelece os parâmetros de qualidade do fruto para consumo in natura

Fonte

Embrapa | Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Data

segunda-feira, 10 outubro 2022 18:20

No Brasil, o aproveitamento do pedúnculo do caju para processamento ou consumo in natura iniciou-se com o lançamento, em 1983, dos primeiros clones de cajueiro-anão pela Embrapa Agroindústria Tropical: o CCP 06 e CCP 76. Anteriormente, o pedúnculo, que representa 90% do fruto, era amplamente considerado apenas um subproduto da produção da castanha. O estudo “Atributos da Qualidade de Pedúnculos de Cajueiro para Consumo in Natura”, da Embrapa Agroindústria Tropical, apresenta a avaliação do pedúnculo dos principais clones de cajueiro desenvolvidos pela Unidade, buscando identificar os que apresentam características desejáveis para o consumo in natura.

Foram avaliadas as características físicas, químicas e sensoriais de nove clones já registrados: CCP 09, CCP 76, CCP 1001, BRS 189, BRS 226, BRS 265, BRS 274, BRS 275 e Embrapa 50. Na análise físico-química, os pesquisadores consideraram as seguintes características do pedúnculo de cada clone: massa, dimensão, firmeza, cor, potencial hidrogeniônico, sólidos solúveis (Brix), acidez titulável e polifenóis extraíveis totais. A análise sensorial compreendeu, por sua vez, a aceitação da aparência dos cajus e a avaliação de 12 descritores, sendo eles: aroma, sabor, textura, sensações bucais e sensações residuais, a saber: aroma de caju, aroma doce, aroma sulfuroso, sabor de caju, gosto doce, gosto ácido, maciez, suculência, fibrosidade, adstringência, aspereza residual na boca e irritação residual na garganta.

Por fim, o estudo apresentou as seguintes conclusões: os clones BRS 189, BRS 226, BRS 275 e BRS 76, que têm tamanho médio a grande e formato periforme, foram os mais aceitos quanto à aparência, além de apresentarem outras características desejáveis para o consumo in natura, como sabor de caju, doçura, maciez e suculência mais intensos. O Embrapa 50 também obteve boa aceitação de aparência, mas juntamente com o CCP 09 e BRS 274, foram considerados mais ácidos e adstringentes.

Acesse a notícia completa na página da Embrapa.

Fonte: Ricardo Moura, Embrapa Agroindústria Tropical.

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