Destaque
Artigo de alternativas para aumentar a ingestão calórica por bebês prematuros é escolhido o melhor de 2022 por publicação internacional
Fonte
Epamig | Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais
Data
sexta-feira, 1 setembro 2023 14:25
O artigo ‘Influence of Homogenization in the Physicochemical Quality of Human Milk and Fat Retention in Gastric Tubes‘, que tem como autora principal a Dra. Kely de Paula Correa, pesquisadora e professora do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig ILCT), foi eleito o melhor do ano de 2022 pela revista científica Journal of Human Lataction.
O trabalho, que originou o artigo, foi realizado no Departamento de Alimentos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), sob orientação da professora Dra. Jane Sélia dos Reis Coimbra. “Nossa equipe buscou resolver um gargalo para a alimentação do lactente em unidades de tratamento neonatal infantil que é a perda dos nutrientes durante o processamento”, destacou a Dra. Kely.
Normalmente, as crianças que precisam se alimentar sondas nasogástricas apresentam um ganho de peso reduzido, em função da retenção de gordura nestas sondas. “Demonstramos que, com o emprego de homogeneização inserida no processamento do leite humano, a quantidade de gordura retida nas sondas reduziu em mais de 99%. O que pode gerar um aumento da ingestão calórica do lactente”, informou a pesquisadora.
A Dra. Kely Correa descreveu o processo: “A homogeneização usa uma fonte de energia para reduzir o tamanho dos glóbulos de gordura. Ou seja, durante a homogeneização do leite, essa energia fornecida ao leite é utilizada para romper as membranas dos glóbulos de gordura, promovendo a redução de seu tamanho. A seguir, novas gotas de gordura são formadas, com menor diâmetro e em maior número, levando ao aumento da área interfacial total. Como a quantidade de fosfolipídios naturalmente presentes nas membranas dos glóbulos de gordura é insuficiente para cobrir a área interfacial das (novas) gotículas, as proteínas presentes no leite humano podem atuar como barreiras por meio de suas cargas elétricas líquidas e tamanho volumoso, evitando que ocorra o processo de coalescência”.
A pesquisadora explicou que diferentes variações foram testadas. “Trabalhamos com seis diferentes técnicas de homogeneização para ver a eficiência de cada uma e também realizei a análise de custos delas, para avaliar qual técnica seria mais eficiente economicamente sem comprometer o perfil de gordura, de forma a oferecer a maior porcentagem possível de gordura para a criança. E assim, aumentar a ingestão calórica desses lactentes menores de 6 meses, que necessitam se alimentar por sonda e, exclusivamente, de leite humano”.
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
Acesse a notícia completa na página da Epamig.
Fonte: Assessoria de Comunicação Epamig.
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