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Aproveitamento de alimentos: agregação de valor no campo
A produção agrícola tem vários destinos possíveis, do consumo in natura à utilização na indústria. A boa notícia é que o produtor rural não precisa que seus produtos saiam do campo e rumem para uma fábrica para que se tornem alimentos processados. Em muitos casos, é possível conduzir esse processo em menor escala, mesmo na agricultura familiar. É o que ensinam os cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado de São Paulo (Senar-SP).
O trabalhador e o produtor rural podem escolher entre os cursos para aproveitamento de alimentos tanto para consumo próprio quanto para comercialização. Há ainda cursos que orientam especificamente em relação aos requisitos legais para o processamento de produtos de origem vegetal, permitindo ao aluno conhecer as informações mínimas necessárias para formalização da produção de produtos de origem vegetal.
Tereza Marrete, coordenadora do Sindicato Rural de Araras, afirma que a dedicação ao processamento de alimentos só tem a agregar do ponto de vista do produtor. “O aproveitamento de alimentos via processamento é muito significativo para a agricultura familiar, pois compreende todo o processo pós-colheita”, explicou Tereza Marrete. Outros cursos disponibilizados pelo Senar-SP são mais voltados ao processamento caseiro. Assim, um pequeno produtor da agricultura familiar pode procurar cursos tanto para o aproveitamento de alimentos para uso próprio quanto para uso comercial ou industrial”, contou Tereza.
O município de Araras é um exemplo vivo dessa força. Produtores locais de agricultura familiar exercem um trabalho conjunto à Cooperativa de Apicultores e Agricultores Familiares de Araras e Região (COAAF) para aproveitamento de tomate e hortaliças. Produtos que não vão para as gôndolas das feiras e supermercados por estarem disformes ou amassados são processados e fornecidos para empresas como Kiara Foods, Laticínio Jamava, Roncato Sucos e Vita Suco, fornecendo insumos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Parcerias comerciais
A parceria dos produtores de Araras em torno da COAAF, após as formações no Senar-SP, mostra que o processamento de alimentos é uma valiosa alternativa de agregação de valor no campo. “A parceria entre produtores rurais, COAAF, Senar-SP e SEBRAE vem gerando frutos excelentes”, conta Tania Marchi, gestora de negócios da COOAF. Graças à parceria, disse ela, a cooperativa conta com maior diversidade de mercadorias e uma melhor janela de tempo entre plantios e colheitas.
Para os produtores, o ciclo virtuoso passa pela especialização cada vez maior, ao lado da geração de valor à propriedade. “Os produtores têm buscado novas técnicas de plantio e até mesmo cursos em precificação, abertura de mercado, planejamento de produção, dentre outros”, diz Tania. Na propriedade, os principais benefícios vistos dizem respeito à redução do desperdício, valorização dos produtos e aumento da renda familiar. “Desde o início, quando iniciamos todo o processo, ficou nítido que esse trabalho devolveu ao homem do campo sua autoestima”, completa.
Cursos do SENAR-SP
Os cursos do Senar-SP em processamento de alimentos tratam uma diversidade de temas, seja numa abordagem de preparos caseiros (no caso dos cursos de alimentação e nutrição da área de Promoção Social) quanto para fins profissionais (que são os cursos da área de Formação Profissional). São cursos sobre processamento de soja, banana, carne (bovina, suína e outras), olerícolas, leite, pães, mandioca, queijo e outros. Cada um desses cursos, por sua vez, explora um amplo conjunto de produtos e possibilidades. “No curso Processamento Caseiro de Olerícolas, por exemplo, os alunos aprendem a trabalhar com raízes, folhas, talos, tubérculos e frutos”, explica a coordenadora do Sindicato Rural de Araras.
Acesse a notícia completa na página do Senar.
Fonte: Comunicação do Sistema FAESP/Senar-SP.
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