Destaque

Agroecologia em evidência na Fiocruz

Fonte

FIOCRUZ | Fundação Oswaldo Cruz

Data

segunda-feira, 3 dezembro 2018 13:45

Terminou no último sábado (24) o Encontro de Diálogos e Convergências Saúde e Agroecologia, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), com a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e com o Fórum de Comunidades Tradicionais de Angra, Paraty e Ubatuba (FCT). O encontro reuniu, no Quilombo do Campinho, em Paraty-RJ, cerca de 150 participantes, entre trabalhadores da Fiocruz, agricultores, representantes de povos e comunidades tradicionais e de organizações da sociedade civil. O objetivo foi ampliar o intercâmbio entre as várias iniciativas da Fiocruz que trabalham na convergência entre saúde e agroecologia, bem como fortalecer a articulação da instituição com ANA e ABA e outras organizações e movimentos sociais que promovem a agroecologia nos diferentes estados onde a Fiocruz tem atuação.

“Essa é uma agenda estratégica importante para a Fiocruz, definida coletivamente pelos seus trabalhadores. A conjuntura que vivemos no Brasil e no contexto internacional é de retrocessos em conquistas sociais importantes, perdas de direitos. Este ano celebramos 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos da ONU, assim como da chamada ‘Revolução Verde’, e o que vemos é um cenário em que mais de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo, com o Brasil voltando ao Mapa da Fome. Então a discussão da agroecologia é importantíssima hoje para pensar a questão da fome, da posse da terra, dos sistemas agroalimentares”, afirmou o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Marco Menezes, durante a abertura do encontro.

Projetos de norte a sul do país

Segundo um mapeamento realizado pela VPAAPS/Fiocruz na preparação para o encontro, a agroecologia é atualmente um eixo de atuação importante da Fundação. Dezessete unidades da Fiocruz em quatro regiões do Brasil possuem experiências que trabalham com a agroecologia, que mobilizam centenas de trabalhadores. A parceria com outras instituições tem centralidade para a realização do trabalho da Fiocruz com essa temática: ao todo, são 59 parcerias com instituições externas, entre movimentos sociais como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e dos Atingidos por Barragens (MAB), entre outros, bem como com universidades e centros de pesquisa, Ministério Público Federal (MPF) e estaduais, ONGs e outros órgãos públicos nas esferas federal, estadual e municipal. Agricultores familiares, quilombolas, indígenas, assentados da reforma agrária, agentes comunitários de saúde, trabalhadores urbanos e estudantes do ensino fundamental, médio e superior estão entre as principais categorias envolvidas nos projetos de agroecologia da Fiocruz pelo Brasil, que trabalham a temática sobre diferentes abordagens. Água e saneamento, agricultura urbana, alimentação, comunicação, educação e formação, plantas medicinais, conflitos territoriais e socioambientais e agrotóxicos estão entre as principais temáticas trabalhadas pelos projetos em agroecologia cadastrados nas diversas unidades da Fiocruz.

Território, saúde e sustentabilidade na Serra da Bocaina

Entre as principais experiências está a do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), que reúne Fiocruz, Fórum de Comunidades Tradicionais de Angra, Paraty e Ubatuba ( e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A presença do observatório da Serra da Bocaina e sua articulação com movimentos sociais do território como o Fórum, que reúne populações quilombolas, indígenas e caiçaras de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, foi um fator central para a escolha do Quilombo do Campinho para a realização do encontro. “A escolha do território da Bocaina se deu pela importância de ter o território como espaço de produção das atividades que promovem a saúde e, entre elas a agroecologia”, afirmou Edmundo Gallo, coordenador geral do OTSS e pesquisador da Fiocruz. “Queremos que isso reverbere para dentro da Fiocruz com outras experiências que trabalham com uma perspectiva territorializada, de promoção da saúde, de desenvolvimento sustentável como nós fazemos aqui. Dessa forma podemos aprender com o intercâmbio desse encontro e assim aprimorar essa abordagem para dentro da instituição”, ressaltou.

Acesse a notícia completa na página da Fiocruz.

Fonte: André Antunes, EPSJV, Fiocruz. Imagem: Eduardo di Napoli, Fiocruz.

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