Destaque

Pesquisas com frutas vermelhas impulsionam potencial socioeconômico do sul de minas

Fonte

FAPEMIG | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais

Data

terça-feira, 5 março 2024 16:10

A agricultura familiar em Minas Gerais tem um papel importante para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. São mais de 440 mil estabelecimentos de agricultura familiar responsáveis por aproximadamente 70% da base alimentar dos mineiros. O setor ainda atua na diversificação das espécies cultivadas no Estado, apoiadas por pesquisas de campo que agregam valor social e nutricional aos produtos. Esse é o caso das frutas temperadas ou frutas vermelhas, objeto de estudo de Emerson Gonçalves, pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig Sul), que desenvolve trabalhos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) no Campo Experimental de Maria da Fé.

Os dados apresentados fazem parte de levantamentos Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) que ainda mostram que Minas Gerais é o Estado que apresenta a maior variedade de culturas no país. No caso das frutíferas temperadas, elas têm ganhado destaque no Sul de Minas exatamente por causa do clima frio da região. Atualmente, Gonçalves trabalha com cultivares de amora-preta, framboesa, mirtilo, fisalis, pêssego e pera. Essas frutas foram trazidas de outros estados e precisam de temperaturas abaixo de 7ºC para que produzam frutos.

“Entres as frutíferas de clima temperado pesquisadas no Campo Experimental de Maria da Fé estão as pequenas frutas ou frutas vermelhas (amora-preta, framboesa e mirtilo). Elas são muito importantes porque possuem alta produtividade em pequenas áreas e ainda geram empregos para as regiões onde estão inseridas. As frutas também demandam muita mão de obra para colheita e para as podas e tratos culturais ao longo do desenvolvimento das plantas”, explicou o pesquisador.

O produtor Francisco de Assis é um dos beneficiados pelas pesquisas com as frutas temperadas. Ele conta que começou a trabalhar com elas em 2012 e atualmente administra, junto a dois sócios, 25 mil pés de amora e 25 mil de framboesa. “O mercado de frutas vermelhas é ótimo, principalmente quando conseguimos exportar as frutas in natura, pois agrega um valor muito alto. Mas as frutas exigem muita dedicação, pois elas podem amadurecer da noite para o dia e abrir espaço para o aparecimento de bichos e pragas nas lavouras”, destaca o produtor, ainda informando que toda a produção é acompanhada pelos pesquisadores da Epamig Sul.

Pesquisas

As pesquisas com frutíferas temperadas no Campo Experimental de Maria da Fé começaram em meados de 2007, com a avaliação de variedades de amora-preta e mirtilo para a região. Isso porque a cidade é o local mais frio de Minas Gerais, o que contribuía para as pesquisas. Atualmente, estão em desenvolvimento oito pesquisas referentes a frutas temperadas, todas dedicadas a avaliação minuciosa das cultivares para verificar a adaptabilidade às condições do clima e do solo do Sul de Minas. Para o futuro, o pesquisador conta que serão avaliadas novas seleções de mirtilo para regiões de inverno ameno, ou seja, com temperaturas mais altas. “Se não tivessem essas pesquisas, muitas variedades de frutíferas de clima temperado não teriam sido cultivadas no Sul de Minas. Hoje o nosso grande desafio é conseguir que essas frutíferas ultrapassem fronteiras e consigam ser cultivadas em regiões mais quentes”, destacou Gonçalves.

Um dos projetos em andamento coordenado pelo pesquisador é a determinação da temperatura base de produção da amora-preta. “Determinando isso, nós vamos ter condições de dizer se a amora vai conseguir produzir em regiões mais quentes”. Em outras pesquisas, Gonçalves já conseguiu observar que cultivares de framboesas e de amora-preta resistiram bem ao calor e apresentaram produção dentro de casas de vegetação, onde há ausência total de frio e as temperaturas podem chegar a 40ºC.

Acesse a notícia completa na página da FAPEMIG.

Fonte: Bárbara Teixeira, FAPEMIG.

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