Destaque
Projeto de extensão resgata memórias afetivas e sensoriais dos idosos
Sob a coordenação da professora Dra. Giane Bientinez Sprada, um grupo de 15 participantes – Idosos do projeto Centro de Direitos à Vida da Pessoa Idosa (CEDIVIDA), participaram de oficinas de culinária afetiva promovidas pelo Departamento de Nutrição da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A iniciativa integra o projeto de extensão “A nossa comida: cultura, biodiversidade e saúde”, desenvolvido em parceria com a Universidade de Roma Tor Vergata, na Itália.
Um projeto que existe desde 2014 que tem por finalidade resgatar essa culinária tradicional, feita em família. “Hoje em dia a ciência demonstra que quanto mais tempo você mantém as suas habilidades culinárias ao longo da vida, mais saudável você é”, afirmou a Dra. Giane Bientinez.
Além de estimular a memória sensorial e cognitiva, o projeto também auxilia na prevenção de doenças e na promoção da saúde. “As habilidades culinárias não significa só cozinhar, mas é todo o processo que envolve a preparação até o compartilhamento dessa refeição com amigos e familiares, então você precisa de muitos processos cognitivos como pensar na quantidade de feijão, de arroz, em qual supermercado eu vou e quanto custa” um projeto que é baseado em estudos. “Tudo isso são processos cognitivos que ajudam o idoso a prevenir quadros de demência e se manter mais ativo”, pontuou a Dra. Giane. Um outro ponto também trabalhado dentro do projeto é o lado social e cultural, além do biológico dos alimentos.
A estudante de Nutrição e integrante do projeto, Lara Bittencourt Carvalho, conta que mais do que ensinar, é acolher cada um deles. “O intuito do nosso projeto é trazer a comida como forma de acervo, de história, de identidade e tudo isso através de uma mordida, de um preparo. Então a gente busca sempre atender as prioridades deles”. Temas como tratamento do câncer, hidratação, a quantidade certa de água a tomar, já foram conteúdos compartilhados no projeto de extensão.
Amanda Borba, bolsista do curso de Nutrição, ressalta que tem sido uma experiência única. “Na faculdade mesmo não temos uma matéria que seja ligada diretamente aos idosos, então fazer parte do projeto “Da nossa comida” é maravilhoso”.
Para Geny de Miranda, de 76 anos, as atividades têm sido bastante proveitosas. “Tem sido ótimo, tenho aprendido muito e temos o companheirismo de todos aprendendo cada vez mais.
Já Luiz Shibukawa, de 69 anos, explica como tem sido a experiência. “A gente coloca a mão na massa, além de pegar as receitas fáceis, então preparamos no dia e degustamos no dia. Eles sempre trazem receitas mais saudáveis ou então que relembrem a memória da gente”.
Em geral, os pratos são sempre baseados em receitas variáveis e fáceis que possibilitam trazer memórias afetivas: seja uma receita tradicional de família ou um prato favorito. O importante são as emoções e o prazer envolvidos durante a atividade.
Lembranças
“Quando a gente era criança a gente ficava só vendo a mãe fazendo e agora a gente consegue entender todo o processo”, comentou Luiz.
Geny também se recorda do passado. “Você lembra das coisas boas que eram feitas antigamente, como minha avó fazia, como meus pais faziam, então eu vou recordando as coisas de antigamente”.
Acesse a notícia completa na página da UFPR.
Fonte: Bruna Soares, UFPR.
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