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Seminário de agregação de valor em horticultura apresenta novidades para produção orgânica
O 15º Seminário de Agregação de Valor em Horticultura acontece em 23 de novembro, no Anfiteatro da Cati Regional de Ribeirão Preto, SP. Em sua décima quinta edição, é promovido pelo Instituto Agronômico (IAC), sede de Ribeirão Preto e Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), regional de Ribeirão Preto, ambos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
De acordo com a Dra. Sally Blat, pesquisadora do IAC e coordenadora do evento, em 2019 o encontro contou com 150 participantes, sendo 80% produtores e assentados rurais, além de estudantes e profissionais da área. O evento é sempre gratuito, visando dar acesso ao maior número possível de pessoas interessadas.
“A edição desse ano espera mais uma vez cumprir seu principal objetivo que é o de mostrar tecnologias para agregação de valor aos produtos e as novidades no mercado hortícola. Muitos dos participantes são produtores rurais de cultivo em sistema orgânico e a maioria dos temas das palestras visam auxiliar esse público, mostrando que existem várias tecnologias que devem ser usadas na produção desse nicho de mercado agregando maior produtividade e qualidade ao seu produto”, enfatizou a Dra. Sally Blat.
“Abordaremos temas como a importância da matéria orgânica no solo, controle biológico de doenças de plantas – uso e tendências, cultivo experimental da baunilha, fertilidade do solo e nutrição, microverdes – novidade e sobre o cultivo da batata – histórico e novidades”, destaca a pesquisadora.
Controle biológico
Para o Dr. Wagner Bettiol, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, um dos palestrantes, o controle biológico pode ser conceituado como “o uso de um organismo para reduzir a densidade populacional de outro organismo” e possivelmente, seja o método mais bem-sucedido, tanto economicamente, como ambientalmente. “É efetivo no controle de doenças e pragas das plantas e de plantas invasoras. Na minha palestra serão apresentados os conceitos e os quatro diferentes tipos de controle biológico: natural, conservacionista, clássico e aumentativo”, disse o Dr. Wagner Bettiol.
O controle biológico natural é o tipo de controle onde as pragas e doenças são controladas por antagonistas e inimigos naturais de ocorrência natural, sem qualquer intervenção humana. O controle biológico conservacionista consiste nas ações humanas para proteger e estimular a preservação e aumento natural de agentes benéficos. No clássico, os inimigos naturais são coletados em uma área de exploração, geralmente a área de origem da praga, patógeno ou planta invasora, e em seguida, liberado em áreas onde se deseja elevar o número de agentes de biocontrole, podendo resultar em população permanente.
Controle biológico aumentativo é aquele em que os antagonistas, os entomopatógenos, os parasitoides e os predadores são aplicados de forma massal em uma cultura, portanto esses organismos precisam ser produzidos em larga escala. É o mais conhecido entre os agricultores, pois tem como base a aplicação de um agente de biocontrole disponíveis no mercado.
Acesse a notícia completa na página da Embrapa.
Fonte: Cristina Tordin, Embrapa Meio Ambiente.
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