Destaque

Agricultores de São Paulo aumentam produção de cacau visando chocolate com maior valor agregado

Fonte

Ital | Instituto de Tecnologia de Alimentos

Data

sábado, 29 julho 2023 11:35

O cultivo do cacau no estado de São Paulo saiu da estagnação e está a todo vapor. É o que se destacou no Seminário sobre a Cultura Cacaueira, intercâmbio técnico-científico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP realizado nesta quarta-feira (26) no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/Apta), sob coordenação da Apta Regional e do Ital, órgãos da Secretaria, e da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag).

O evento inédito é também uma ação do Programa Cacau SP, fruto do trabalho conjunto da pesquisa agropecuária e da extensão rural paulistas, através da Apta Regional, do Ital, do Instituto Agronômico (IAC) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Para concretização do seminário, foram parceiras a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), da Bahia, segundo maior produtor de cacau do Brasil, atrás somente do Pará, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2021.

“Várias regiões paulistas têm demandado o desenvolvimento da produção do cacau, o que estamos trabalhando já com um olhar diferenciado, levando em conta não só o histórico e o potencial da produção cacaueira, mas também a evolução de outras cadeias. O café, por exemplo, deixou de ser commodity e vem se despontando ao longo dos últimos anos por meio do fortalecimento da produção nacional de cafés especiais”, falou, na abertura do seminário, Dr. Daniel Gomes diretor da Apta Regional, lembrando que a junção com outras culturas “tem sido uma importante frente de ação, como a cultura do látex no oeste paulista”.

As variedades do cacau, as tecnologias para efetividade e produtividade em cacauicultura, os sistemas Cacau Cabruca, pós-colheita do cacau, qualidade da amêndoa e processamento do chocolate foram temas das palestras e debates. Além do pesquisador Dr. Valdecir Luccas, do Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolate (Cereal Chocotec) do Ital, fizeram apresentações e tiraram dúvidas especialistas da Bahia: Milton José da Conceição, extensionista da Ceplac, Dr. Dan Erico Lobão, pesquisador da Ceplac e professor da Uesc, Dr. George Andrade Sodré, docente da Uesc, e Neyde Alice Bello Marques, pesquisadora da Ceplac. Participaram da abertura do evento a diretora geral do Ital, Eloísa Garcia, e o Dr. Alvaro Duarte, diretor presidente da Fundepag.

A pesquisadora do Ceplac explicou que para a verticalização do cacau é necessário ter amêndoas de qualidade para a fabricação de chocolates diferenciados com alto teor de cacau. “O produtor de cacau precisa buscar conhecimento para produzir variedades produtivas, resistentes ou tolerantes a doenças e pragas, e com sabor e aroma efetivo.”

Já o perfil do consumidor brasileiro está mudando, com a busca de produtos mais saudáveis e o chocolate com alto teor de cacau, afirmou Neyde, ao completar que o Brasil, sendo o quarto consumidor de chocolate no mundo, “tem a oferecer chocolates diferenciados intensos, conhecidos como bean to bar [da amêndoa à barra], proporcionando um alimento nutritivo”.

O Dr. George Sodré considerou importante a decisão do estado de SP em desenvolver a cacauicultura. Ele destacou como se efetiva a produção e o manejo do cacaueiro. “Espero que em breve essa cultura não só ajude a formar novos produtores como, também, fomentar a cadeia de transformação de produtos da cacauicultura.”

Acesse a notícia completa na página do Ital.

Fonte: Jaqueline Harumi e Lisley Silvério, Ital.

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