Destaque

Especialista alerta sobre os riscos do uso de Whey Protein

Fonte

UFMG | Universidade Federal de Minas Gerais

Data

domingo, 9 abril 2023 11:40

O consumo de Whey Protein tem crescido nos últimos anos no Brasil. Somente em 2022, houve um aumento de 25% no uso do suplemento, de acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad). Apesar dos benefícios do produto para o ganho de massa muscular, é preciso ter atenção quanto aos possíveis riscos atrelados a sua utilização.

Segundo o professor Dr. Josemar de Almeida Moura do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG e convidado do Saúde com Ciência o excesso de proteínas em nosso organismo pode ser prejudicial ao funcionamento renal. “Nosso rim não foi feito para filtrar tanta proteína. E se o indivíduo tiver uma lesão pré-existente, uma hipertensão ou mesmo uma tendência à nefropatia, ele tem mais riscos de desenvolver uma doença renal a longo prazo”, alertou o professor.

Ainda que o objetivo do indivíduo seja o ganho de massa muscular, é necessário cautela quanto à quantidade de proteína ingerida. Para o professor, o consumo diário não deve exceder 30% do total de calorias/dia. Além disso, é importante atentar-se ao equilíbrio entre as taxas de proteína, carboidratos e outros nutrientes ingeridos diariamente. Por isso, o acompanhamento médico e nutricional é primordial nesses casos.

Ganho de massa muscular e alimentação

Apenas com uma boa alimentação, é possível ingerir a quantidade adequada de proteínas diárias sem o uso de Whey Protein. O professor explicou que esse nutriente pode ser encontrado em derivados do leite, por exemplo, e que, muitas vezes, os alimentos podem conter mais proteínas do que os suplementos.

“A pessoa pode ganhar massa muscular tendo uma boa ingestão de carboidratos complexos antes da atividade física. E depois da musculação, para ganho de massa muscular, ela pode sim consumir um pouquinho a mais de proteína, mas sem exageros”, orientou.

Para finalizar, o professor dá exemplos de alimentos que podem ser importantes para a manutenção da saúde e ganho de massa. “É importante a pessoa ingerir carboidratos complexos, que são derivados do trigo integral; oleaginosas, como óleos vegetais, nozes e castanhas; proteínas derivadas do leite, que também tem fonte de cálcio; e vegetais e folhas, que dão energia”, concluiu o professor.

Acesse a notícia completa na página da UFMG.

Fonte: Madu Mendonça, edição – Giovana Maldini, Faculdade de Medicina da UFMG.

 

 

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