Destaque
Projeto apoiado pela Fapeg integra produção de peixes e hortaliças
Fonte
Fapeg | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás
Data
quinta-feira, 19 maio 2022 11:15
Um projeto de pesquisa orientado pelo professor Dr. Marconi Batista Teixeira, coordenador de Prospecção do Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (Ceagre) vinculado ao IF Goiano/Fapeg, e sua equipe, concluído em março do ano passado, apostou na aquaponia, e hoje já é sucesso e tem despertado o interesse de empresários do sudoeste goiano que buscam a nova técnica que proporciona a produção de alimentos saudáveis a um custo mais acessível e com menos impacto ao meio ambiente. Neste sistema, os resíduos/efluentes solúveis gerados com a criação dos peixes são aproveitados para o cultivo de vegetais. A pesquisa contou com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg).
Em seu projeto, intitulado “Reciclagem de efluente de piscicultura em sistema aquapônico”, o professor Marconi Teixeira trabalhou na integração peixes, bactérias e hortaliças, e pôde reduzir o consumo de água em até 90% quando comparado com os sistemas convencionais, pois permite a recirculação de água. Neste procedimento, a água da piscicultura, rica em nutrientes, é utilizada diretamente pelas plantas ou é biodisponibilizada para as mesmas por meio da transformação bacteriana. O sistema ainda abre a possibilidade de ser implementado em pequenas e altas escalas, no campo e na cidade.
Aquaponia
Aquaponia é uma modalidade de cultivo sustentável, ainda não muito empregada, que combina as técnicas de aquicultura (produção de organismos aquáticos – peixe, camarão etc) e hidroponia (produção de plantas em água ou substratos, sem solo).
Sucesso
Os pesquisadores avaliaram a densidade de estocagem de juvenis de tilápias junto ao cultivo de rúcula e alface, constataram o bom desempenho produtivo e a elevada viabilidade econômica da combinação de produtos. Os resultados apontam para uma nova modalidade produtiva que não exige grandes espaços físicos e que promove a preservação do meio ambiente, permite a antecipação de colheitas e que abre possibilidades para o trabalho com altas densidades de plantas e peixes. Segundo o professor, os resultados da pesquisa estão sendo divulgados em lives, workshops, congressos, além da publicação de artigos científicos, dissertações e significativa formação de mão-de-obra qualificada.
Vantagens
Apesar do cultivo de hortaliças em sistema hidropônico já estar mais difundido no Brasil, o professor destacou as vantagens da aquaponia, entre elas: produção de hortaliças de excelente qualidade, reutilização de água e reciclagem de nutrientes e melhor aproveitamento do espaço físico. A busca por alimentos saudáveis tem sido crescente, e os alimentos escolhidos para a pesquisa foram a alface, um dos vegetais mais consumidos pelo brasileiro; a rúcula, por seu valor nutritivo, fonte de ferro e vitamina C, e a tilápia Oreochromis niloticus uma espécie de origem africana que devido as suas características sensoriais, nutricionais e desempenho zootécnico é a espécie de peixe mais cultivada na aquicultura no Brasil.
O professor destacou que o cultivo de peixes em sistemas aquapônicos leva vantagens em relação aos sistemas convencionais (viveiros escavados), e uma delas é o menor impacto causado ao ambiente por não lançar efluentes no mesmo. “O sistema aquapônico também permite o reaproveitamento dos minerais, principalmente Nitrogênio e Fósforo, ou seja, um melhor aproveitamento dos nutrientes, com menores custos”, comentou o pesquisador.
Para o cultivo de vegetais, os pesquisadores apontam que a aquaponia apresenta vantagens em relação à hidroponia por não apresentar altos teores de nitrato nos produtos, sendo este tóxico ao homem. Além da quantidade de água no sistema ser menor, a qualidade também é observada. “Tanto para produção de peixes quanto de vegetais, a aquaponia apresenta menor consumo de água, pois só é reposta a água utilizada pelas plantas e a evaporada”, frisou o pesquisador.
O sistema aquapônico desenvolvido pelo projeto conta com uma caixa d’água de mil litros para a criação dos peixes, um decantador de 200 litros de resíduos sólidos, um biofiltro de 200 litros para colonização de bactérias (nitrossomonas e nitrobacter), a bancada hidropônica para o cultivo das hortaliças, bomba (2700 litros/hora) e aerador. A equipe avaliou as densidades de estocagem de 30, 60 e 90 juvenis de tilápia (30 gramas de peso inicial), e concluiu que a densidade de 60 é a mais viável economicamente para as condições especificadas.
Acesse a notícia completa na página da Fapeg.
Fonte: Helenice Ferreira, da Assessoria de Comunicação da Fapeg.
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