Destaque
Pesquisadores avaliam efeito da melatonina no leite materno
Fonte
CAPES | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Data
segunda-feira, 27 setembro 2021 09:45
Sintetizada pela glândula pineal, localizada no cérebro, a melatonina tem papel relevante para o funcionamento do organismo humano. É um hormônio natural, secretado principalmente à noite, na ausência de luz, e distribuído para vários tecidos do corpo. Relacionado diretamente com o chamado ‘relógio biológico’ de cada pessoa, possui propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, anticancerígenas, e também afeta a qualidade do sono e do humor. A baixa quantidade dessa substância em mulheres que acabaram de ter bebês pode ser uma das causas do estresse, da ansiedade e da depressão no pós-parto.
É pelo leite materno que a criança tem o primeiro contato com esse hormônio. Ele influencia na qualidade do sono do recém-nascido, além de sua concentração afetar o estado de humor da puérpera. Para a investigar seu o efeito, pesquisadores da Faculdade de Enfermagem e do Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás (UFG) se uniram para traçar a relação entre a quantidade de melatonina presente no leite da mulher e o padrão alimentar, as doenças emocionais, a repercussão no sono das mães e bebês e as cólicas dos recém-nascidos.
“Com a identificação de quais fatores influenciam na alteração da concentração da melatonina no leite materno é possível fazer um rastreio. Isso possibilita ofertar tratamento e orientações às mulheres já durante o pré-natal”, afirma Flávia Silva e Oliveira, bolsista da CAPES, doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFG.
Na pesquisa, a Dra. Andréa Rodrigues Chaves, professora do Instituto de Química da UFG, explica que foi adotada uma metodologia mais acessível, “que vai ao encontro de técnicas ambientalmente amigáveis, que diminua a produção de resíduos perigosos e tóxicos e que nos levem a uma determinação assertiva da concentração de melatonina e os seus metabólitos presentes no leite materno”. Seu colega, Lucas Santos Machado, bolsista de doutorado da CAPES do Programa de Pós-Graduação em Química da mesma instituição, complementa: “Estamos construindo um dispositivo cujo objetivo é tornar as técnicas mais simples e mais baratas se comparadas a exames convencionais que normalmente são empregados”.
Acesse a notícia completa na página da CAPES.
Fonte: CAPES.
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