Destaque

Especialistas alertam sobre uso de medicamentos nocivos durante amamentação

Fonte

Jornal da USP

Data

quinta-feira, 2 setembro 2021 09:15

O Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo orienta sobre o uso de medicamentos durante o aleitamento materno. O Dr. Carlos Roberto de Medeiros, gerente médico do Ceatox, e Eliane Gil Rodrigues de Castro, farmacêutica do centro e assistente toxicológica, comentam ao sobre as condições relacionadas à excreção de substância no leite materno e os riscos de intoxicação para a criança.

De acordo com o Dr. Medeiros, a suspensão do uso de medicamentos durante o período de gestação deve permanecer após o parto e durante a amamentação, quando possível. “Eventuais medicamentos podem ser secretados através do leite e gerar problemas ao recém-nascido”, explica o pesquisador. Eliane complementa ao destacar que substâncias específicas e as condições clínicas das crianças, como prematuros ou neonatos, são agravantes e fatores que aumentam as chances de intoxicação pela criança. “É necessário um acompanhamento por um pediatra para que se evitem efeitos adversos e danos à saúde do bebê”, destaca a pesquisadora.

Os especialistas ainda explicam que cada caso deve ser individualizado e acompanhado por um profissional médico. Eliana destaca que 90% das mães em período de pós-parto já utilizam ao menos um medicamento, principalmente quando o medicamente é necessário neste período. “Não dá para falar que, por ser perigoso, não se pode usar, isso precisa ser avaliado e acompanhado por médico. Eventualmente, alguns medicamentos são potencialmente mais nocivos e o que indica isso é uma classificação de quais substâncias precisam ser manipuladas com maior cautela”, explica.

O Dr. Medeiros diz que os medicamentos podem ser classificados entre os que são cientificamente comprovados como não nocivos, chamados de compatíveis, e os que não se tem comprovação, mas que a ocorrência de efeitos são mínimas, chamados de provavelmente compatíveis. Outra classificação é entre os medicamentos que podem gerar maiores riscos ao lactente e para a produção láctea. “São os chamados possivelmente perigosos e os perigosos, em que as chances são significativas na ocorrência de intoxicação”, disse o Dr. Medeiros. Ele ainda explica que alguns dos principais problemas acontecem durante o processo de prescrição dos medicamentos e na própria bula do medicamento, que muitas vezes é contraditória com a classificação das substâncias.

Acesse a notícia completa na página do Jornal da USP.

Fonte: Jornal da USP.

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