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Pesquisa da UFSC estuda formas de melhorar qualidade e expectativa de vida de pacientes com câncer de mama
O câncer de mama é o tipo de tumor maligno mais diagnosticado e a principal causa de morte por câncer em mulheres de todo o mundo. Apesar de as taxas de sobrevivência após o diagnóstico terem aumentado nos últimos anos, mulheres com esta doença ainda são afetadas por muitos efeitos colaterais do tratamento oncológico e risco de recidiva (recorrência) da enfermidade. O assunto é tema de estudo para pesquisadoras do Grupo de Estudos em Nutrição e Estresse Oxidativo (Geneo) do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN/UFSC), que têm investigado formas de melhorar a qualidade e a expectativa de vida de pacientes com câncer de mama.
Uma pesquisa realizada pela mestranda Jaqueline Schroeder, orientada pela professora Dra. Patricia Faria Di Pietro, teve como objetivo principal estudar o impacto da adesão às recomendações de alimentação, peso corporal saudável e prática de atividade física sobre biomarcadores específicos relacionados ao estresse oxidativo durante o tratamento do câncer de mama. O estresse oxidativo é um fenômeno que causa danos às células do organismo e, apesar de ser um efeito desejado no tratamento do câncer para causar a morte do tumor maligno, em excesso pode reduzir a tolerância das pacientes ao tratamento.
Jaqueline explica que o estresse oxidativo é um desequilíbrio que ocorre entre a geração de compostos oxidantes – que causa danos às células – e a atuação dos sistemas de defesa antioxidante do organismo. “Fatores como o envelhecimento humano, exposição a poluentes ambientais como fumaça de cigarro, solventes industriais e radiação, e padrões alimentares inadequados marcados pelo elevado consumo de alimentos ultraprocessados (industrializados), açúcar e álcool podem intensificar o estresse oxidativo e assim os danos celulares, expondo o corpo a doenças como acidente vascular cerebral (AVC), doenças cardiovasculares e câncer”, afirmou Jaqueline.
A pesquisadora esclarece que, ao se fortalecer o sistema antioxidante do organismo por meio da ingestão de alimentos ricos em compostos antioxidantes, como vitaminas A, C e E e os minerais zinco e selênio, consegue-se reduzir o estresse oxidativo e, assim, melhorar a proteção das nossas células, auxiliando na prevenção de doenças. Alimentos ricos em compostos antioxidantes são vegetais, frutas, grãos integrais (como aveia, linhaça, chia, quinoa, arroz integral) especiarias (como cúrcuma, tomilho, orégano, pimenta, cravo e canela), ervas e chás.
Outro intuito da pesquisa foi verificar a influência do cumprimento destas recomendações sobre a mortalidade, a sobrevivência e a recidiva em mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Como um último objetivo específico da pesquisa, foi proposta a elaboração e divulgação de produtos técnicos, tais como palestras, cartazes informativos, e-books e cartilhas sobre o tema para as mulheres sobreviventes do câncer de mama e público em geral. As recomendações que foram avaliadas e divulgadas fazem parte de um relatório lançado em 2018 pela World Cancer Research Fund e American Institute for Cancer Research (WCRF/AICR), duas organizações de destaque mundial.
Acesse a notícia completa na página da UFSC.
Fonte: Maykon Oliveira, Agecom/UFSC.
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