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Certificação: por um mundo mais seguro na cadeia alimentar
No dia 9 de junho comemora-se o Dia Mundial de Acreditação (World Accreditation Day), uma iniciativa global do International Accreditation Forum (IAF) em conjunto com a International laboratory Accreditation Cooperation (ILAC) para valorizar a acreditação nos negócios.
O tema deste ano é focado em como o credenciamento melhora a segurança alimentar, apoiando a confiança de toda a cadeia. “Sem dúvidas a acreditação trouxe muitas melhorias para o setor alimentício. São normas adotados que elevam o padrão de qualidade, não só do produto, mas de todos os processos da cadeia alimentar, desde de fornecedores, compradores, especificadores e reguladores. Sei que para o consumidor é difícil interpretar esta certificação, porque ele não acompanha todos os processos que estão por trás da fabricação do produto. Mas quando a mercadoria é selada com este certificado significa que passou por várias avaliações internacionais de padronização e critérios, proporcionando mais seguridade ao produto”, explica o diretor-executivo da empresa CDIAL HALAL, Ali Saifi.
Com os negócios cada vez mais globalizados, é importante que toda cadeia alimentar seja certificada, o chamado Doot to Door. “As exigências tendem a aumentar em todo o mundo. Precisamos nos conscientizar que, qualquer falha, pode se tornar uma contaminação mundial”, ressalta Saifi.
Os países árabes e muçulmanos, por exemplo, só consomem produtos com certificação halal. Halal no idioma árabe significa lícito, ou seja, está de acordo com as regras estabelecidas pela Lei da Jurisprudência Islâmica (Shariah) que rege os costumes dos muçulmanos. “Muitos países estão se conscientizando desta necessidade. O Japão, por exemplo, não é um país muçulmano e tem exigido certificação halal em alguns produtos que importa. É imprescindível que tenhamos mais segurança nos produtos que consumimos”, alerta Ali.
A CDIAL HALAL se tornou a certificadora brasileira com maior número de categorias certificadas pelo principal órgão acreditar – GAC. Há alguns anos, já era autorizada pelo GAC a emitir certificações nas categorias C, voltada a produtos de origem animal, e L, de produtos químicos. Mas recentemente, conquistou mais quatro categorias, sendo: E (destinada para produtos com maior tempo de prateleira); F (produção de ração); H (Distribuição) e J (Transporte e Armazenagem).
“Somos os únicos na América Latina acreditados pelos principais órgãos oficiais dos Emirados Árabes (EIAC) e do Golfo (GAC), o que nos confere a seriedade e competência nos segmentos que atuamos. São certificações que comprovam que seguimos as rígidas regras e garantimos a excelência e integridade dos produtos e empresas acreditadas”, finaliza Saifi.
Todo o processo de certificação de produtos segue os critérios islâmicos internacionais – autoridades que controlam a certificação halal dos países – como o ESMA – Emirates Authority for Standardization and Metrology; MUI (Majelis Ulama Indonésia); MUIS (Majelis Ugama Islam Singapura); JAKIM (Jabatan Kemajuan Islam Malaysia) e Liga Mundial Islâmica da Arábia Saudita.
Fonte: Lúcia Nunes, LN Comunicação para a CDIAL HALAL.
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