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Comer emocional: como lidar com a relação entre comida e emoções em tempos de distanciamento social
O isolamento social imposto como uma das principais medidas de prevenção contra a COVID-19 contribui, segundo especialistas, para a maior ocorrência de outros tipos de doenças, como síndrome do pânico e depressão, além de transtornos de ansiedade e de agressividade, bem como para o aumento de peso. Isso porque, ficando em casa, a tendência é que as pessoas se alimentem mais e se exercitem menos. E, vale lembrar, a obesidade é um dos fatores de risco para o novo coronavírus.
Pensando nisso, os grupos de estudos em Comportamento Alimentar (Gecal) e de Pesquisa em Nutrição, Saúde do Trabalhador e Doenças Crônicas (Gemnut), ambos do Departamento de Educação Integrada em Saúde do Centro de Ciências da Saúde (Deis/CCS) da Ufes, elaboraram uma cartilha com orientação que objetiva auxiliar na busca pelo equilíbrio entre alimentação e emoção no período da pandemia.
Intitulada “Comer emocional: como lidar com a relação entre comida e emoções em tempos de distanciamento social”, a cartilha apresenta tópicos que explicam porque comemos e o que comemos, as diversas motivações para comer e o distanciamento social, como lidar com a fome emocional e a diferença entre fome física e fome emocional.
“A importância de abordar esse tema se deve ao fato de termos nossas emoções como importantes reguladores de nossa ingestão alimentar. Comemos idealmente quando estamos fisicamente com fome, mas muitas vezes também por outras razões, tais como festividades e razões culturais, e como resposta a algumas emoções, como alegria e tristeza, que é fome emocional”, explica uma das responsáveis da cartilha e professora do Deis/CCS Dra. Fabíola Soares.
A professora enfatiza que, nesse momento de distanciamento social, certamente estamos experimentando uma variedade de sentimentos, muitos deles negativos, tais como ansiedade, medo e solidão. Assim, muitas vezes comemos para ajudar a regular essas emoções, como uma forma de aliviar o nosso sofrimento. Se isso ocorre de forma exagerada ou frequente, pode resultar em danos à saúde.
Acesse a cartilha.
Acesse a notícia completa na página da UFES.
Fonte: Jorge Medina, UFES.
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