Destaque
Poder anti-inflamatório dos alimentos
Fonte
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Data
segunda-feira, 23 março 2020 09:55
Quando falamos em inflamação, logo pensamos em dor; não por acaso essa é nossa primeira associação, já que os sintomas característicos são vermelhidão, inchaço, sensação de calor, perda da sensibilidade e dor pulsante no local, respostas do organismo frente a situações de trauma, ferimento ou contato com agentes infecciosos, o que caracteriza a inflamação aguda, ou seja, aquela que precisa acontecer de forma rápida e eficaz para manter a estabilidade do organismo. Existe, porém, outro tipo de inflamação, silenciosa, lenta e perigosa, chamada de crônica; nessa situação nosso organismo mobiliza células de defesa (macrófagos) para reparar o tecido lesado, no entanto, essa mobilização não cessa e o efeito acaba sendo contrário, já que a principal característica dessa inflamação é a destruição dos tecidos.
Desde a década de 70, quando começou a transição nutricional no Brasil, a cada novo estudo o número de mortes por doenças crônicas não transmissíveis têm aumentado, sendo hoje, responsáveis por aproximadamente 72% das mortes. Entre as doenças que mais causam óbitos estão as cardiovasculares, sendo que a aterosclerose, um processo inflamatório crônico que provoca lesões nas paredes das artérias, é um dos principais desencadeadores dos problemas cardíacos. Outros exemplos de inflamações crônicas são diabetes, obesidade, artrite, doenças pulmonares, entre outros. O estilo de vida e a alimentação são os principais fatores que regulam esses processos inflamatórios no organismo.
Diversos alimentos são considerados anti-inflamatórios naturais, nos quais estão presentes substâncias responsáveis por reduzir a inflamação, fortalecer o sistema imune, combater os radicais livres e favorecer o processo de regeneração celular. Quanto mais fresco e natural for o alimento, melhor será seu benefício para o corpo, sendo assim, o grupo das frutas, legumes e vegetais são os campeões no quesito poder anti-inflamatório, seguidos de perto pelo grupo dos peixes e sementes ricos em gorduras boas (ômega-3). Alguns alimentos são bastante conhecidos por sua ação benéfica para as células, dentre eles temos:
– O abacate, uma fruta riquíssima em gorduras insaturadas, fitoesteróis e carotenoides, substâncias que combatem a inflamação. Vale destacar o poder benéfico da fruta no controle do colesterol.
– O gengibre, uma planta, cujo rizoma é amplamente comercializado e utilizado, no emprego alimentar, fitoterápico e industrial. Conhecido como poderoso antioxidante natural, por possuir diversos compostos fenólicos, que quando consumidos adequadamente, reduzem significativamente a incidência de doenças crônicas não-transmissíveis, como diabetes e doenças do coração.
– O alho, um vegetal que possui vários nutrientes e substâncias benéficas à saúde, com destaque para os minerais zinco e selênio, as vitaminas A e B e a alicina. Essas características colocam o alho no topo dos alimentos considerados terapêuticos, com efeitos sobre o sistema cardíaco, imunológico, prevenção do câncer e redução da glicose e do colesterol.
– Azeite de oliva extra virgem, extraído das azeitonas, a substância oleosa é um importante aliado na prevenção de doenças cardíacas, pois ajuda a reduzir os níveis de colesterol “ruim” e aumentar o “bom”, assim como, é uma excelente fonte de vitamina E e antioxidantes.
– Couve, a folha é conhecida por seu poder de desintoxicação, pois possui fitoquímicos naturais, cuja função é estimular o organismo a excretar substâncias nocivas, além de fortalecer o sistema imunológico. A couve é ainda rica em vitamina C, cálcio e magnésio, nutrientes importantes para manter o equilíbrio e saúde do organismo.
Uma frase que representa bem esse poder dos alimentos é de autoria de Hipócrates, que diz: “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”. Procure, dessa forma, fazer da sua alimentação uma forma de prevenção contra doenças e uma receita para a longevidade.
Acesse a notícia na página da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Fonte: Sizele Rodrigues, Codeagro – Cesans.
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