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Efluentes líquidos podem irrigar e fertilizar lavoura
Água de esgoto, doméstica ou industrial deve ser tratada e reutilizada na agricultura, por exemplo. Essa é a proposta de projetos de pesquisa em andamento nos laboratórios da Universidade de São Paulo (USP) em Pirassununga. Responsável pelos estudos, a professora Dra. Tamara Maria Gomes, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos de Pirassununga (FZEA – USP) , justifica o investimento de seu grupo de pesquisadores, afirmando que a agricultura e a pecuária utilizam juntas 70% de toda a água consumida no planeta e que o Brasil desperdiça metade da água usada no setor agropecuário.
Esses dados, continua a professora, são do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e confirmados pela Agência Nacional de Águas (ANA). Eles mostram que, em 2017, ano do último levantamento feito pela ANA, a agricultura irrigada e o abastecimento animal consumiram 2,83 milhões de litros de água por segundo no Brasil.
Por outro lado, os efluentes líquidos – esgotos domésticos e descarte industrial – “são fontes ricas em compostos orgânicos que podem ser usados na produção agropecuária e diminuir, assim, o uso de água nobre, aquela que é própria para o consumo humano”, avalia Tamara.
Preservar a água, reduzir contaminação ambiental e ainda garantir nutrientes para a lavoura estão entre os desafios perseguidos pelos pesquisadores da FZEA. Coordenados pela Dra.Tamara, trabalham em duas frentes: reutilizar efluentes líquidos produzidos em abatedouro na irrigação de pastagens e realizar fertirrigação de cultivo de arroz com efluente de laticínio.
Esses estudos, explica a professora, “são importantes porque existe uma geração de efluentes que acaba consumindo uma grande quantidade de água. Um litro de leite, por exemplo, pode gerar até 10 litros de efluentes, uma quantidade muito grande”. Somado ao grande volume de água utilizada, a indústria do leite produz efluentes que são descartados em corpos d’água, o que pode causar também contaminação ambiental.
Acesse a notícia completa na página do Jornal da USP.
Fonte: Jornal da USP.
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